"Eu gostaria de abraçar o mundo inteiro em uma rede de caridade"
António Frederico Ozanam

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Desempacotando uma tradição consagrada: Visita domiciliar


Depois de uma reflexão à leitura do texto por Pe. John Freund, CM em Espiritualidade na página “famvin” entendi partilhar convosco dado o interesse aqui expressas pelo seu autor William Graham.

Olhando tradicionalmente à prática vicentina na visita domiciliária, outrora, dava-se bastante relevo nas visitas domiciliar, nós Vicentinos vamos examinar o que é a visita domiciliária, porque o fazemos, como nós vamos a uma visita e o mais importante, o que queremos com isso alcançar e como podemos superar as razões o vicentino, têm o hábito de não fazer a visita ao domicílio.

Podemos em ordem dividi-las em 5 razões possíveis.
                                                                                                                         
                                                                                                    
  • QUAL É A visita de casa?                                                                
  • Porque fazemos a visita ao DOMICILIO?         
  • Como nós vamos sobre a visita a casa?
  • O QUE QUEREMOS realizar?
  • Como superar as razões para não fazer a VISITA ao domiciliário?


Ouvimos dizer que se não fizermos a visita a casa o seu valor de vicentino não faz a coisa certa, eu também estou em pleno razão. Claro que também não quer dizer que seja sempre em casa, se for um sem-abrigo, se for numa sala de venda de roupa, ou numa sala da igreja, mas se sentimos dificuldade então podemos solicitar ajuda a outro vicentino, ao seu conselho.

Ø  QUAL É A Visita de Casa?

A visita domiciliária é uma visita com pessoas, com famílias. Hoje podemos entender algumas opções em fazer uma visita aos pares é que: «Nós somos como os Apóstolos», viajavam aos pares. Realmente não importa onde, desde que a visita verifique as pessoas, as suas necessidades de curto e médio prazo. Há casos que eles vêm ao nosso encontro mas, essa deve ser uma excepção e não como regra.
A visita domiciliária não é que caia fora alimentos ou vales na porta. Os vales estão no meu bolso, até que dê concluída a visita. 
 
Ø  Por que fazemos a visita domiciliária?

Pode haver duas razões para fazer a visita, as duas são importantes.

1) Visitar uma pessoa ou família em sua casa dá-nos uma melhor compreensão deles, das suas
necessidades. Somos seus convidados, e faz a situação mais confortável e relaxante para os nosso “vizinhos” com necessidade. Estes sentem confiança e a partir daí constrói-se uma relação que pode abrir caminhos às ajudas.
2) Talvez não querendo ser egoísta vamos pensar que a segunda razão é igual à primeira.
Acreditamos, como vicentinos, vamos crescendo Espiritualmente, principalmente através de visitas domiciliar. A Espiritualidade, recebemos e conduz à paz interior pessoal e como o Bem-Aventurado Frederico Ozanam disse: “A paz do coração”, o mais valioso dos dons de Deus. Sem espiritualidade não conseguimos nada.

Ø  Como nós vamos sobre a visita CASA?

Nós vicentinos temos várias formas de resolver isso, atender uma visita, pode ser receber uma chamada por telefone, por indicação da paróquia, pelo conselho directo ou da central, exterior.
Pessoalmente depois do inquérito das realidades a fazer com a maior urgência possível, podem elaborar uma;(ficha visita domicílio). Devemos pensar que o nosso assistido não é propriedade nossa e deve-se repartir as tarefas as informações para que outro saiba a quando a sua visita. Se a visita for aos pares “ideal possível” ambos devem trocar opiniões sobre a visita.
Verificar se os alimentos que levamos não estejam obsoletos. Sei que têm havido esse cuidado em maioria das conferências.
Pedir documentos. O ideal era não pedir, há pessoas nossos visitados que de imediato oferecem para nós mas há outros que não e deve-se ter algum cuidado para não haver duplicações de pedidos por várias obras ou instituições. Pessoalmente, entendo que as conferências dentro da mesma freguesia deviam trocar informações de identificação. A falta dela pode possivelmente provocar prejuízos aos outros que precisam.
A Espiritualidade do vicentino é, se possível, na visita antes ou depois dizer uma breve oração individual ou em conjunto, vão bem preparados com;(dons espírito santo) os vicentinos depois de agradecer ao Senhor pelo trabalho realizado, irá tomar as decisões corretas. Devemos sempre lembrar que sem a ajuda do Senhor não podemos fazer nada.

Ø  O QUE QUEREMOS realizar?

Ao recebermos uma chamada essa pessoa de nós espera servir-lhe de bom agrado, da melhor forma possível a ajuda muitas vezes está numa necessidade de uma só vez.

Podemos lembrar que temos dois papéis ao servir o próximo.

1)      Traga ajuda imediata de qualquer maneira possível.
2)      Trazendo informações e o incentivo para ajudar o individuo.
3)      Dar A Mão é o nosso papel mais importante do que manter a pessoa pobre por mais um mês.
Sei que muitas vezes fazemos também as suas coisas. Óptimo!

Se a nossa presença for para repetir como disse antes ao inquérito a realizar devemos classificar as pessoas:

A)   A mãe solteira com várias crianças e dinheiro apenas pode não ser o suficiente para, satisfazer 
as suas necessidades. Termos a sorte de ter os recursos para ajudar essa pessoa por um período mais ou menos longo.
B)   Também uma pessoa, família, idoso com dinheiro pode não ser o suficiente para as despesas.
Pode que eles precisem de um vale, cartão carregável nos híper para fazer face até ao fim do mês. Temos o privilégio de ser capaz de ajudar!
C)  O próximo pode ter problemas mentais. Esta pessoa não pode ajudar-se a si próprio por isso o 
nosso atendimento, convém amar o pobre a pessoa com um afecto especial. Se possível acompanho-o com ajuda de uma pessoa especializada e/ou ir ao médico.
D)   Não abandone a pessoa por ter um trato difícil. Esta pessoa é o nosso desafio mais importante. Tenhamos o pensamento que ao vermos um pobre é o próprio Deus nele. Ajudar a pessoa permanecer na posição de pobreza é uma injustiça. Ajudar a injustiça é um desserviço. 
E)   Cada comunidade, região etc, tem muitos programas para ajudar as pessoas comunitários.
Cabe às nossa conferência acompanhar e procurar saber de programas comunitários e grupos que podem ajudar. A Caritas, a “Abraço” e a “Refood” entre outros no nosso Concelho. Existem outros também importantes que não damos muita atenção é empresas de ofertas ao emprego. Vão a Sites por exemplo: net-emprego e inscrevam-se para receber informações por via E-mail.

Ø  Como superar as razões para não fazer VISITAS em casa?

As conferências afastam-se as visitas ao domicílio, por muitas razões, incluindo o seguinte:

  • A razão mais comum é a falta de membros vicentinos para servir.
  • Um aumento no número de novas pessoas que necessitam de ser assistidas às vezes pode ser esmagador.
  • Aceitar ofertas de outros grupos da comunidade para unir forças.
Há muitos paroquianos que querem servir. Cabe a você, sua Conferência ou Conselho encontrar essas pessoas. Eles estão lá. Converse fora do altar. Diga aos paroquianos o que você precisa. Dê-lhes exemplos de algumas famílias que você serve. Convide para uma pequena formação. Faculte-lhe o ABC Vicentino. Uma triagem, entrevista é importante… Não tenha medo de recusar pessoas.

Geralmente do número que precisam, surge nas alturas de dificuldade económicas numa comunidade. Portugal atravessa esses tempos e têm-se acentuado os pedidos de ajudas. Aproveite para dinamizar a sua Conferência e não descore a possibilidade de socorrer-se aos meios económicos disponíveis ou outras campanhas a nível do seu conselho, de subscrição de benfeitores, cremasses, peditórios nas igrejas.
Fale com o seu pároco e pense com ele, escolher um peditório na missa destinado aos pobres. Normalmente os paroquianos aderem com afabilidade nesses peditórios.
Não se esqueça que a Câmara Municipal de V. N. Gaia, tem diversos organismos constituídos chamado “Constituição do Concelho Local da Acção Social” clique, AQUI, podem dar um contributo importante para resolver situações que ultrapassam as capacidades das Conferências.  

Juntarmo-nos a outros grupos não é solução Vicentina atraente ou aceitável se as seguintes coisas não-vicentinas acontecer:

o   Os vizinhos “assistidos como é conhecido” recebem em bancos de alimentos em vez de sua casa.
o   São-lhes pedidos documentos em alguns casos de casamento.
o   Um grupo governa as quantidades das vezes as pessoas para obter ajuda e em quantidade em vez de ser feita por necessidade concreta às suas necessidades diárias.
o   Dando comida envelhecida...
o   Crianças recebem ajuda e os mais idosos ficam excluídos.
o   Às pessoas, são cortadas por uma variedade de razões.

Verifica-se algumas acções acima indicadas, não atendendo a nossa missão principal que é a Visita a Casa, mas neste artigo espera-se ao transmitir os pontos de vista dos seus autores como reflexão pessoal, neste início primeiro dia do Ano Novo, do Tempo Comum.
Sentimo-nos tristes de algum modo com a desistência de algumas conferências mas, espero que a reflexão nas conferências seja boa, o nosso trabalho seja profícuo nos meios em que os vicentinos estão inseridos na comunidade, visto que é nesta que a nossa missão de Vicentinos é importante. A ideia é fazer que o vicentino vá ao encontro do Pobre. Frederico Ozanam nos diz: “Vamos aos Pobres”

As opiniões expressas neste artigo não se destinam a transmitir os pontos de vista ou políticas de A Sociedade de São Vicente de Paulo, mas apenas as opiniões do autor, com algumas adaptações dentro do nosso contexto.


Vila Nova de Gaia, 2014-12-30
Pel’ Conselho de Zona
O Presidente

domingo, 14 de dezembro de 2014

Como vendo o rosto de Cristo nos pobres?

Uma das frases que inspiram os vicentinos na sua missão dentro no conceito da sua espiritualidade foi quando São Vicente de Paulo se refere como encontramos em Cristo nos pobres, afirma assim:
- St. Vicent nos ensina a ver Cristo nos pobres e sofredores, tanto assim que os pobres tornam-se nossos senhores e mestres e nós, seus servos. 
Na Espiritualidade vicentina é centrada em torno deste conceito, passo a referir, Jesus disse: "Tudo o que você fez para um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeste." (Mateus 25. 34-40).

Você ao ler este texto cheio de espiritualidade de São Vicente, pode ficar perplexo, com esta afirmação, vejo a fazer uma perguntar para si próprio! 
Nós ao darmos aos pobres passamos à condição de seus servos e não de senhores que o alimentamos, damos de beber, pagamos as despesas de água, luz?
Se vir esta frase no contexto meramente humana e não como cristão, pensa que ao darmos algo a alguém somos seus senhores e ele nos deve vassalagem.
Ora no contexto da espiritualidade vicentina não se pode por nestes termos se nos lembrarmos do que disse (Mateus em 25, 34-40). 
Ora pensemos assim:
Ao darmos a um mais pequeno (desfavorecido da sorte) é a Deus que prestamos vassalagem, na nossa condição de servos de Deus. 
Quando damos algo, damos a uma pessoa pobre e nele vemos a condição de pobre que Jesus Cristo foi e nos desafiou a segui-lo. Jesus Cristo era rico em riqueza mas em bondade, misericórdia, em amor. Ele foi o escolhido por Deus para salvar o mundo formados por pessoas pecadoras.
Quando ajudamos um pobre vemos nele a representação de Deus pois é Deus que esta presente.
Não conseguimos ver em Deus um milionário, um egoísta, mas um Deus dono do nosso destino, dono das nossas coisas pois a todo momento nos tira. 
Existe uma frase que mostra bem este pensamento, dizemos: quando morremos deixamos tudo cá!
Nada é nosso, mas emprestado para fazer bom uso dela.

Portanto quando passar por um pobres ou remediado que no fim é um desprotegido da sorte, pense sempre assim: Aqui está Jesus Cristo. Ele me diz que precisa de ajuda e eu devo ajudá-lo.

Será que se lhes aparecer a pedir-lhe esmola você consegue dar a sua ajuda? Pense sempre assim: Bom, já não vou beber um café e comer uma nata hoje. Lá se foi 1,40€! Vou ajudar quem precisa mais que eu neste momento
Eu não vejo se passar por si  se aje com bondade, com caridade em amor, mas Deus está a olhar bem para si...

terça-feira, 25 de novembro de 2014

A Conferência

Regra da Confederação Internacional da Sociedade São Vicente de Paulo

A "Conferência"

"Conferência" é o nome histórico das equipas centrais da Sociedade de São Vicente de Paulo. Os 780.000 membros desta último são divididos em cerca de 44.600 Conferências em mais de 148 países nos cinco continentes e trabalham para ela 1,5 milhões de voluntários por semana. esses números prometem dedicar Frederico Ozanam que, em 20 anos, sonhava em "abraçar o mundo em uma rede de caridade"

HISTÓRIA

A conferência inicial foi fundada 23 de Abril de 1833 em Paris, por Frederico Ozanam e sues seis companheiros.
Quando, 20 anos depois, ele morreu, Conferências já havia espalhado por 17 países da Europa, África, América e Ásia.

COMPOSIÇÃO

Conferências podem ser formados ou jovens adultos, possivelmente em conjunto. Em muitas nações foram lançadas equipes de crianças de 8 a 12 anos, a que se refere "mini-conferências" para treiná-los a partir de idade jovem, a prática da caridade.
conferências podem ser masculino, ou mistos Alguns reúnem-se em casais vivendo a caridade como parte de sua vocação conjugal. 
conferências compreendem, em média 10 a 20 membros, não existem número regulamentar.
Seja qual for a sua idade, condição, posição, todos os membros são iguais e co-responsável pela operação e actividades da Conferência.

"A empresas não faz distensão de sexo, riqueza, status social ou etnia, em suas conferências (Regra * Art. 3.2)

LOCALIZAÇÃO

A inserção de conferências é extremamente variada. Eles existem em ambos urbana e áreas rurais. Se a paróquia continua a ser o locais de sua actividade de cidades em preferencial, que vêm também o dia em novos bairros na periferia de cidades em desenvolvimento nas escolas, universidades, empresas, obras de clubes de jovens, centros recreativos culturais, grupos de escuteiros e até onde é permitido, em unidades exércitos de terra, mar e ar em escolas ou saúde militar.

COORDENAÇÃO

 Conferências não vivem em isolamento. Elas estão unidas por laços espirituais, fraterna e administrativa.
"Vicentinos reunir como irmãos e irmãs na presença de Cristo na Conferências, comunidades reais de fé e de amor, oração e acção.. É essencial que se tecer uma conexão espiritual e a amizade efectiva entre os membros e é definida como uma missão comum servir os pobres e marginalizados". (A Regra, art. 3.3).
Quando seu número aumentar suficientemente, eles são agrupados em conselhos locais, diocesano e, finalmente, mais alto (= nacional).
Os 148 agências nacionais (maiores do que os conselhos similares) são coordenados em um conjunto consistente pelo conselho Executivo Internacional da Confederação Internacional Sociedade de São Vicente de Paulo, um sinal de unidade na diversidade da Companhia.

FUNDAÇÃO

Conferências nascem grande variedade de maneiras.
Iniciativa - um bispo, um padre, um monge, uma freira. Algumas ordens entre a Congregação da Missão, filhas da Caridade, a Companhia Jesus, missionários Comunidade (Padres brancos, Padres Espiritanos, Pais Missões Exteriores de Paris) têm ajudado a promover muitas das conferências.
- Iniciativa "vicentina" membros da sociedade, ansioso para espalhar a mensagem duas vezes São Vicente de Paulo e do Beato Frederico Ozanam.
- Associação espontânea dos cristãos que fechar afinidades espiritual e desejo compartilham um ideal de amor e serviço aos pobres.

AGREGAÇÃO

Os membros da Conferência para a grande fraternidade universal é a Sociedade de São Vicente de Paulo em todo o mundo é oficialmente certificado pelo "agregação" entregue pela Secção Permanente do Conselho Geral em Paris berço centro histórico sede internacional da organização. A agregação pode ser dado a uma conferência após um ano de operação regular. A aplicação é feita em formulário fornecido pelo Conselho Geral.
As perguntas a serem respondidas estão relacionadas com:
- A fidelidade ao espirito da Sociedade,
- Conhecimento e respeito ao Estado,
- A frequência das reuniões,
- A natureza das actividades,
- A vida espiritual,
- Relações com o clero,
- Ligações com vários níveis da empresa.
- O nome da conferência. De facto, a Conferência deve ser colocada sob o patrocínio da "São" ele escolhe de acordo com os seus próprios critérios. Ele pode, opcionalmente, o nome da paróquia, ou qualquer outro. Foi acordado que não usaria os nomes de Vicente de Paulo ou Frederico Ozanam, que pode ser mais utilizado. As candidaturas devem ser enviadas ao Conselho Geral:
- Ou ainda directamente quando não há organização no local, diocesano ou nacional,
- Seja através de um exemplo, quando tal foi estabelecida.
Uma vez que ele é passado, a agregação é sujeito a um grau chamado "letra de Agregação" (Revestido com as assinaturas do presidente Internacional, o Secretário-Geral e o Presidente do Conselho Superior do país), que abordou a Conferência.

FREQUÊNCIA

Para promover uma sólida formação espiritual de um forte apoio de Vicentinos entre os membros e para fornecer um serviço eficiente de pessoas e famílias em dificuldade, importante que a Conferência irá reunir-se regularmente.
Regra recomendada uma reunião semanal, mas, dada a complexidade da vida moderna e as muitas, obrigações profissionais ou familiares Cidadania pode ter os membros da equipa, reconhecer-se que a frequência de quinze (Duas secções por mês), é suficiente em alguns casos.
A data, hora, local e frequência das reuniões são a critério da Conferência, de acordo com o capelão.

OPERAÇÃO

 Animação espiritual, a coesão fraterna e serviço dedicado dos menos favorecidos são três desenvolvimento das dimensões essenciais.
Para ser bem sucedido, as reuniões das Conferências devem ser vivas, impressões digitais fervor, alegria e amizade. De acordo com os mesmos exemplos de São Vicente de Paulo e do Beato Frederico Ozanam, eles devem procurar um equilíbrio harmonioso  entre o trabalho e a oração; busca espiritual, reflexão social e compromisso de tempo.
Os membros de equipe, trabalham em estreita colaboração com o capelão nesse processo, baseado na Eucaristia, o aprofundamento das Escrituras, o estudo do ensino Igreja (especialmente os textos conciliares e grandes encíclicas e exortações Papal), o conhecimento do pensamento de São Vicente de Paulo e Frederico Ozanam, (Veja Regre 2.4,2.5,2.51).
Profundamente unidos na amizade, os participantes da conferência vão estar dispostos a compartilhar a riqueza com aqueles que são tão desesperadamente pobre, Eles serão totalmente apresentar as suas tristezas, as suas dificuldades e sofrimentos, como as suas alegrias, aspirações e esperanças.
Se o bom funcionamento da Conferência encontra-se em primeiro lugar na mente dos sue s protagonistas, que se baseia também na qualidade da organização. Longe de ser um fim em si mesmo, ele quer ser o instrumento de ajuda aos pobres.
A criação de uma Secretaria atende a esse requisito, distribuindo a carga:
- O Presidente é responsável por toda a vida e de trabalho da conferência que fornece motivação, animação e harmonia.(Veja Regra 3.10,3.11)
- O Vice-Presidente auxilia o Presidente no que a responsabilidade e substituição quando impedimento.
- Secretário, que escreve a ata, desenvolve e mantém registo administrativos os arquivos necessários para a continuidade e eficácia do trabalho.
- O Tesoureiro, os fundos da Conferência de contabilidade, é responsável pela manutenção adequada de registos financeiros, não perde de vista que esse dinheiro dos pobres.
Dentro da equipa de acolhimento o capelão é convidado a trazer seus dons espirituais e recursos humanos para apoiar a Conferência de manter o foco na autêntica caridade, a fim da Vocação vicentina. O capelão é muitas vezes o pastor ou paroquiais clero,às vezes religiosas. Na ausência de um padre disponível, o cuidado espiritual pode ser fornecido por um diácono, um membro religioso ou um experiente da Conferência ter recebido formação adequada.~

ACTIVIDADES

Regra estabelece que nenhum trabalho é estrado à sociedade. A acção inclui qualquer forma de assistência para aliviar o sofrimento ou a pobreza e promover a dignidade e direitos de integridade em todas as suas dimensões. (Art.1.3)
O fundamental é que as actividade são adaptadas às necessidades locais percebidas pelos próprios membros e as necessidades prioritárias sugerido no contexto de pastorais paroquias, diocesano, nacional, inspirado pela hierarquia e do clero.
Na pra´tica, as actividades incluem o reino espiritual, infância, terceira idade., formação escolar ou profissional, os enfermos, os deficientes físicos ou mentais, prisioneiros, promoção rural, desenvolvimento (Regra, art.7.9), o alívio às vítimas de desastres naturais ou guerras, a solidariedade em todas as suas formas.

ESPIRITO

Esta é essencialmente a criação, desenvolvimento, sustentabilidade, divulgação e o trabalho da Conferência são condicionados pela mente: o primeiro da oração, uma sensação de vocação vicentina, compartilhando a atenção, a atitude de contagem, serviço personalizado pobres, o respeito pela dignidade humana, disponibilidade, lealdade, humildade. A regra prevê que o espirito da empresa, deve ser meditada na oração por cada membro.
Seguindo o exemplo de São Vicente de Paulo, a determinação para sempre "Mais". Como o Beato Frederico Ozanam, resolutamente voltar nossos olhos e concurso nossos esforços para o futuro, como "A caridade nunca deve olhar para trás, mas ainda antes, porque o número de favores do passado ainda´é muito pequena e as misérias presente e futuro, deve aliviar são infinitas." A encíclica "Populorum Progressio", "rei socialis" e "Centesimus Annus "e a exortação" Christifideles laici luz" da pesquisa actual Conferências, após o Concílio Vaticano II.
Confederação Internacional
Sociedade de São Vicente de Paulo
Conselho Geral
6,rue de Londres - 75009 Paris - França 



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A Maison-Mère na Rue de Sèvres, Paris

Frente Pátio da
Maison-Mère,
95 Rue de Sèvre, Paris.
Patio traseiro
do Maison-
Mère, Paris
A primeira casa da Congregação da Missão era o Collège des Bons Enfants , em Paris.Quando Vicente de Paulo e seus irmãos se mudaram para o Priorado de Saint Lazare (na área perto da atual Gare du Nord em Paris), o Priorado tornou-se a Casa-Mère ou Casa Mãe da Congregação. St Lazare foi demitido na época da Revolução Francesa, e, eventualmente, a propriedade foi perdida para os vicentinos. Em 1817, em reparação pela perda de St Lazare, a Congregação da Missão foi dado o antigo Hôtel de Lorges em 95 Rue de Sèvres, Paris (6º Arrondissement). Isso, então, tornou-se a Casa-Mère da Congregação. Quando a Administração Internacional da Congregação mudou-se para Roma, a Casa na Rue de Sèvres continuou a ser conhecida como a Maison-Mère da Congregação da Missão.


O corpo de Vicente de Paulo,
em um relicário de prata,
Maison-Mère, Paris.

O corpo de Vicente de Paulo



O corpo de São Vicente de Paulo encontra-se em um relicário de prata acima do altar principal da capela da Casa-Mère. O acesso à capela, que é aberto ao público, está imediatamente à esquerda depois de passar pela entrada da frente de 95 Rue de Sèvres. A capela, com acesso ao relicário, está aberto sete dias por semana, das 07:00 até 18:30
Capela da Casa-Mère da
Congregação da Missão, Paris.

A Maison-Mère também tem um museu de recordações vicentinos. Este museu é normalmente aberto apenas a pedido, que pode ser feita no Porterie (Recepção) imediatamente à direita depois de passar pela entrada principal de 95 Rue de Sèvres.



A entrada para a Maison-Mère,
95 Rue de Sèvres, Paris

A Maison-Mère Hoje


A Maison-Mère da Congregação da Missão pode ser facilmente alcançado em Paris, tomando o metrô para a Estação Vaneau (Metro linha 10). 
A saída da estação é quase em frente à entrada principal de 95 Rue de Sèvres.Hoje, a Maison-Mère é o lar de cerca de 40 confrades, ea base a partir do qual uma variedade de ministérios são realizadas, incluindo o 
Centro Internacional de Formação para vicentinos (CIF) 


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Uma Grande Caridade! Realidade hoje.


São Vicente de Paulo ou Senhor Depaul, como gostava de ser conhecido e assinar os seus escritos numa carta dirigida a Luísa de Marillac , com data de 21 Julho em 1635, Vicente diz ter sido objecto de escárnio quando apresentou um projecto para solucionar o problema dos pobres em Mâcon. 
Na verdade toda a cidade contava com umas centenas de mendigos. Vagueavam pelas ruas, assustavam as mulheres e crianças, pediam esmola e de vez enquanto aproveitavam uma distracção dos comerciantes para roubar comida e outras na defesa da sua subsistência. Além de mendigos havia um sem número de famílias que, por vergonha, ocultavam o seu estado de miséria e muitas delas trabalhavam como escravos, recebiam um salário miserável mas sujeitavam-se a trabalhar para sustentar as suas famílias. Gentes que sofriam em silêncio. 

Os problemas dos pobres, a instabilidade social a eles estava associada, exigiam uma solução pois a pobreza atingia de tal forma que teve como necessário, apresentar um projecto às autoridades locais, magistrados, clérigos e comerciantes que o julgando de excessivo, por crer acabar com a mendicidade, para além de o julgarem como um clérigo arrogante e de mau feitio, todos se riam dele. Determinado, em primeiro lugar efectua um levantamento do número de homens e mulheres que faziam da rua, as suas próprias casas e da mendicidade uma profissão. Esse número atingiu 300 almas. Foi aqui que fundou duas Confrarias da Caridade: uma para homens, outra para mulheres. Como é normal em qualquer cidade havia a preocupação restabelecer a ordem pública. Nasce os estabelecimentos chamados Hospitais Gerais, que diga-se em boa verdade pouco dignas pois se assimilavam a uns armazéns, sem condições, onde as autoridades depositavam os indesejados da sociedade; pobres, mendigos, vagabundos, prostitutas, ladrões, doentes entre outros. Depois do levantamento que referi acima, S. Vicente, recebia algum dinheiro de pessoas abastadas e ao domingo, depois da Missa, distribuía pão, dinheiro e no inverno, lenha. Aos pobres viajantes, cuidava de oferecer um lugar onde pernoitar, preocupando-se que pela manhã houvesse qualquer coisa de comer. Algumas vezes completavam com algum dinheiro aos trabalhadores o que ganhavam, mal dava para o sustento da família. Uma vez por semana reuniam-se, era feita uma actualização na lista os casos que eram resolvidos e outros casos eram atribuídas, castigos, a quem não cumprissem com o regulamento.  

S. Vicente, conseguir com os resultados da Grande Caridade, aqueles que o escarneciam dele no princípio, comovidos choravam de alegria. S. Vicente, no dia que se despediu da cidade e incomodado e pouco habituado a esse tipo de comentários viu-se obrigado a sair da cidade às escondidas. 

Apraz-me registar aqui e agora, os problemas do século dezassete não são muito diferentes dos de hoje. Embora haja a considerar no nosso século, esteja mais justo mas não deixa de haver os pobres que se escondem de vergonha, trabalhadores precários, muito desemprego que logo gera desigualdades sociais, (mesmo que os nosso governantes queiram contrariar), começa a surgir famílias que fazem da rua a sua casa para dormir e, começam a socorrerem-se das instituições por um prato de comida. E a educação! A saúde! Surge alguns resultando de casos divórcios combinados para fugirem aos impostos! 

Outro aspecto é que já nesse tempo São Vicente de Paulo, viu com as Confrarias da Caridade, tinha de criar regras na distribuição dos bens.

No nosso século, sinto realmente que as nossas organizações de solidariedade sociais se devem entender ou não na divulgação de alguns dados pessoais tais como; nomes, moradas e identificação segurança social. A não haver alguma organização séria, responsável e sigilo, poderá haver famílias seriamente prejudicadas. É tempo de ser revista estes critérios de controlo.  

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

"O Pobre na presença de Deus"

St. Vincent nos ensina a ver Cristo nos pobres e sofredores, tanto assim que os pobres tornam-se nossos senhores e mestres e nós, seus servos. Espiritualidade vicentina é centrada em torno deste conceito. Jesus disse: "Tudo o que você fez para um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes." (Mateus 25: 34-40). Então, nós honramos nosso Senhor Jesus Cristo, servindo-O tanto material quanto espiritualmente, na pessoa dos pobres. Vicentinos acreditam que a verdadeira religião é encontrada entre os pobres, e que, como nós atendemos às suas necessidades, eles nos inspiram e nos evangelizar. cito: famvin

A esta frase como pensamento de S. Vicente de Paulo surgiu-me a ideia em como se pode por ao serviço dos mais necessitados a nossa experiência de vida e como tal refiro dois exemplos vividos que partilharei aqui:   


Hoje ao sair para tomar um café próximo de um mega-contentor reparei que no chão estava um lavatório com a torneira e pareceu que estava ainda quase novo. Fiquei admirado e perguntei a mim: Quem pôs aqui não seria melhor guardar em casa e tentar vender ou doar numa instituição de solidariedade tipo loja social que recolhe materiais usados para vender a preços mais baratos ou oferece a pessoas com parcos recursos. 
Outro caso, recentemente ao visitar uma senhora que pedia ajuda para resolver alguns seus problemas económicos, queixou-se que e não sabia porquê, gastava demasiado quantia em luz. Sugeri-lhe que revê-se a potencia contratada e que reduzi-se também a potencia das águas que utiliza para banhos diários.

Chego à conclusão que a melhor maneira de compreender os problemas dos que mais precisam é aprenda a servir os pobres e marginalizados, num espírito de partilha mútua praticada por São Vicente de Paulo em todo o mundo que ele inspirou. É também ajudar as pessoas que muitas vezes sentem-se deprimidas e não conseguem discernir que a melhor forma de superar a falta de dinheiro é ter alguma sobriedade nos gastos. É recordar como devem saber gerir os seus próprios bens materiais. 
Mas isso obriga-nos a que quando somos chamados numa visita que façamos à partida não ir já com espírito derrotista, ir com o pensamento que se calhar é mais uma pessoa gastador e que não merece a pena perdermos o nosso tempo. Ao ajudar uma pessoa mesmo que não precise de ajuda monetária mas de orientação é reconhecer e servir no pobre, na pessoa que nos pede ajuda, o próprio Deus. 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Frederico Ozanam e a Doutrina Social da Igreja


 A nove (9) de Setembro 2014 a Sociedade de São Vicente de Paulo lembra o falecimento do nosso fundador e reconhecidamente o Precursor das conferências e da DSI- Doutrina Social da Igreja no que diz respeito pela defesa do trabalhador descriminado e quando se fala de doutrina social a sociedade e toda a família vicentina tem obrigação de lembrar nas suas conferência esta data quem foi Frederico Ozanam, ele que não foi da classe trabalhadora mas defendeu os trabalhadores nas suas sensibilidades da defesa à dignidade do trabalho.
Existe vários textos escritos da mais diversas da sociedade geral sobre o trabalho. Lembra-se aqui o trabalho extraordinário da Juventude Operária Católica prestou em anos passados, em grupo de igreja, nas paróquias e continua a dar o melhor de si, mas não menos importante foi a publicação em 1891 a Encíclica, Rerum Novarum" de Leão XIII e o exemplo dado pelo nosso fundador.
Frederico Ozanam pertencendo a uma classe burguesa em 1848 não deixou de escrever a seguinte carta:

"Devemos trabalhar em favor das classes operárias, amontoadas em grandes cidades, pisoteadas por um egoísmo que os despreza, Pobres que vivem à margem de uma sociedade que se auto-proclama livre e igual"

Hoje vivemos momentos difíceis para todos nós, sem excepção. Será oportuno lembrar que caberá ao vicentinos, a todos nós cristãos, não só estar atentos aos momentos mas ao modo como a sociedade se vai transformando. Devemos estar atentos e não aceitarmos, (não com agressões) mas com as nossas formas mais eficazes que acharmos por bem às descriminações no emprego, ao incentivo por parte de alguns empresários forçar os trabalhadores a demitirem-se para não terem de pagar indemnizações, à falta de emprego (porque trabalhadores existe), aos impostos que nos querem impor, à falta de humanismo como tratam os doentes, os mais pobres.

Comemoramos a morte de Frederico Ozanam no dia 09 de Setembro que a igreja manifesta teologicamente a momento de Aleluia, porque nasce de novo, convida-nos como intenção missionária o SERVIÇO AOS POBRES - os cristãos inspirados na Palavra de Deus, se comprometam com o serviço aos pobres e aos doentes.

Já dizia Aristóteles, Todas as pessoas humanas tem direito a serem felizes.
Com os teus irmãos mais necessitados pensa assim: A moeda da esmola deve ser como o sol - que alumia e desaparece. 

«Frederico Ozanam dizia assim: Vamos aos Pobres - Não fazeis como nós, fazeis melhor que nós»

Aproveitemos o aniversário de Frederico Ozanam para assumirmos o propósitos de conhecermos um pouco melhor a DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA. 




quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Haverá o Dia...

Haverá o dia em que escolheremos as coisas
Não apenas pelo que ela nos trará de benefícios
E sim o quanto essa escolha impactará no mundo.

Haverá o dia em que as pessoas irão trabalhar
Não apenas para receber dinheiro
E sim para construir algo, ser útil para a sociedade e para o futuro dela.

Haverá o dia em que o valor das pessoas
Não estará relacionado ao quanto de dinheiro elas têm
E sim as dificuldades que passaram, os riscos que assumiram, a bagagem que conquistaram e os desafios que venceram.

Haverá o dia em que faremos exercícios físicos
Não apenas para ficarmos "bombados"
E sim para sermos saudáveis, corpo e mente.

Haverá o dia em que os filhos ajudarão seus pais
Não por obrigação ou responsabilidade
E sim pelo prazer de materializar através de atitudes a sua gratidão a eles.

Haverá o dia em que a religião e a fé
Não será apenas ir para a igreja e ouvir sermões
E sim fazer o bem, levar amor, otimismo e esperança para as pessoas.

Haverá o dia em que fazer caridade e filantropia
Não será apenas para doar alimentos e produtos de necessidades básicas
E sim compartilhar amor e perceber que praticando isso você recebe muito mais do que doa.

Haverá o dia em que escolheremos maneiras alternativas de se locomover
Não apenas para fugir do congestionamento ou economizar dinheiro
E sim pela preocupação com o ar que respiramos.

Haverá o dia em que escolheremos o carro
Não pela potência do motor ou apenas do conforto que ele proporciona
E sim pelo tanto que ele polui.

Haverá o dia em que escolheremos produtos
Não pela embalagem
E sim pelo conteúdo, o meio ambiente agradece.

Haverá o dia em que sustentabilidade
Não será apenas uma palavra bonita ou algo para poucos
E sim uma forma natural e única de se viver. 

Haverá o dia em que descobriremos que desperdício
É o maior inimigo do futuro
E que o "hoje" faz toda a diferença pro nosso mundo de amanhã.


Quando esse dia chegar você será quem? Quem precisa se adaptar ou quem ajudou a fazer com que esse dia chegasse?
AUTOR: Leandro Tugumi