"Eu gostaria de abraçar o mundo inteiro em uma rede de caridade"
António Frederico Ozanam

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Desempacotando uma tradição consagrada: Visita domiciliar


Depois de uma reflexão à leitura do texto por Pe. John Freund, CM em Espiritualidade na página “famvin” entendi partilhar convosco dado o interesse aqui expressas pelo seu autor William Graham.

Olhando tradicionalmente à prática vicentina na visita domiciliária, outrora, dava-se bastante relevo nas visitas domiciliar, nós Vicentinos vamos examinar o que é a visita domiciliária, porque o fazemos, como nós vamos a uma visita e o mais importante, o que queremos com isso alcançar e como podemos superar as razões o vicentino, têm o hábito de não fazer a visita ao domicílio.

Podemos em ordem dividi-las em 5 razões possíveis.
                                                                                                                         
                                                                                                    
  • QUAL É A visita de casa?                                                                
  • Porque fazemos a visita ao DOMICILIO?         
  • Como nós vamos sobre a visita a casa?
  • O QUE QUEREMOS realizar?
  • Como superar as razões para não fazer a VISITA ao domiciliário?


Ouvimos dizer que se não fizermos a visita a casa o seu valor de vicentino não faz a coisa certa, eu também estou em pleno razão. Claro que também não quer dizer que seja sempre em casa, se for um sem-abrigo, se for numa sala de venda de roupa, ou numa sala da igreja, mas se sentimos dificuldade então podemos solicitar ajuda a outro vicentino, ao seu conselho.

Ø  QUAL É A Visita de Casa?

A visita domiciliária é uma visita com pessoas, com famílias. Hoje podemos entender algumas opções em fazer uma visita aos pares é que: «Nós somos como os Apóstolos», viajavam aos pares. Realmente não importa onde, desde que a visita verifique as pessoas, as suas necessidades de curto e médio prazo. Há casos que eles vêm ao nosso encontro mas, essa deve ser uma excepção e não como regra.
A visita domiciliária não é que caia fora alimentos ou vales na porta. Os vales estão no meu bolso, até que dê concluída a visita. 
 
Ø  Por que fazemos a visita domiciliária?

Pode haver duas razões para fazer a visita, as duas são importantes.

1) Visitar uma pessoa ou família em sua casa dá-nos uma melhor compreensão deles, das suas
necessidades. Somos seus convidados, e faz a situação mais confortável e relaxante para os nosso “vizinhos” com necessidade. Estes sentem confiança e a partir daí constrói-se uma relação que pode abrir caminhos às ajudas.
2) Talvez não querendo ser egoísta vamos pensar que a segunda razão é igual à primeira.
Acreditamos, como vicentinos, vamos crescendo Espiritualmente, principalmente através de visitas domiciliar. A Espiritualidade, recebemos e conduz à paz interior pessoal e como o Bem-Aventurado Frederico Ozanam disse: “A paz do coração”, o mais valioso dos dons de Deus. Sem espiritualidade não conseguimos nada.

Ø  Como nós vamos sobre a visita CASA?

Nós vicentinos temos várias formas de resolver isso, atender uma visita, pode ser receber uma chamada por telefone, por indicação da paróquia, pelo conselho directo ou da central, exterior.
Pessoalmente depois do inquérito das realidades a fazer com a maior urgência possível, podem elaborar uma;(ficha visita domicílio). Devemos pensar que o nosso assistido não é propriedade nossa e deve-se repartir as tarefas as informações para que outro saiba a quando a sua visita. Se a visita for aos pares “ideal possível” ambos devem trocar opiniões sobre a visita.
Verificar se os alimentos que levamos não estejam obsoletos. Sei que têm havido esse cuidado em maioria das conferências.
Pedir documentos. O ideal era não pedir, há pessoas nossos visitados que de imediato oferecem para nós mas há outros que não e deve-se ter algum cuidado para não haver duplicações de pedidos por várias obras ou instituições. Pessoalmente, entendo que as conferências dentro da mesma freguesia deviam trocar informações de identificação. A falta dela pode possivelmente provocar prejuízos aos outros que precisam.
A Espiritualidade do vicentino é, se possível, na visita antes ou depois dizer uma breve oração individual ou em conjunto, vão bem preparados com;(dons espírito santo) os vicentinos depois de agradecer ao Senhor pelo trabalho realizado, irá tomar as decisões corretas. Devemos sempre lembrar que sem a ajuda do Senhor não podemos fazer nada.

Ø  O QUE QUEREMOS realizar?

Ao recebermos uma chamada essa pessoa de nós espera servir-lhe de bom agrado, da melhor forma possível a ajuda muitas vezes está numa necessidade de uma só vez.

Podemos lembrar que temos dois papéis ao servir o próximo.

1)      Traga ajuda imediata de qualquer maneira possível.
2)      Trazendo informações e o incentivo para ajudar o individuo.
3)      Dar A Mão é o nosso papel mais importante do que manter a pessoa pobre por mais um mês.
Sei que muitas vezes fazemos também as suas coisas. Óptimo!

Se a nossa presença for para repetir como disse antes ao inquérito a realizar devemos classificar as pessoas:

A)   A mãe solteira com várias crianças e dinheiro apenas pode não ser o suficiente para, satisfazer 
as suas necessidades. Termos a sorte de ter os recursos para ajudar essa pessoa por um período mais ou menos longo.
B)   Também uma pessoa, família, idoso com dinheiro pode não ser o suficiente para as despesas.
Pode que eles precisem de um vale, cartão carregável nos híper para fazer face até ao fim do mês. Temos o privilégio de ser capaz de ajudar!
C)  O próximo pode ter problemas mentais. Esta pessoa não pode ajudar-se a si próprio por isso o 
nosso atendimento, convém amar o pobre a pessoa com um afecto especial. Se possível acompanho-o com ajuda de uma pessoa especializada e/ou ir ao médico.
D)   Não abandone a pessoa por ter um trato difícil. Esta pessoa é o nosso desafio mais importante. Tenhamos o pensamento que ao vermos um pobre é o próprio Deus nele. Ajudar a pessoa permanecer na posição de pobreza é uma injustiça. Ajudar a injustiça é um desserviço. 
E)   Cada comunidade, região etc, tem muitos programas para ajudar as pessoas comunitários.
Cabe às nossa conferência acompanhar e procurar saber de programas comunitários e grupos que podem ajudar. A Caritas, a “Abraço” e a “Refood” entre outros no nosso Concelho. Existem outros também importantes que não damos muita atenção é empresas de ofertas ao emprego. Vão a Sites por exemplo: net-emprego e inscrevam-se para receber informações por via E-mail.

Ø  Como superar as razões para não fazer VISITAS em casa?

As conferências afastam-se as visitas ao domicílio, por muitas razões, incluindo o seguinte:

  • A razão mais comum é a falta de membros vicentinos para servir.
  • Um aumento no número de novas pessoas que necessitam de ser assistidas às vezes pode ser esmagador.
  • Aceitar ofertas de outros grupos da comunidade para unir forças.
Há muitos paroquianos que querem servir. Cabe a você, sua Conferência ou Conselho encontrar essas pessoas. Eles estão lá. Converse fora do altar. Diga aos paroquianos o que você precisa. Dê-lhes exemplos de algumas famílias que você serve. Convide para uma pequena formação. Faculte-lhe o ABC Vicentino. Uma triagem, entrevista é importante… Não tenha medo de recusar pessoas.

Geralmente do número que precisam, surge nas alturas de dificuldade económicas numa comunidade. Portugal atravessa esses tempos e têm-se acentuado os pedidos de ajudas. Aproveite para dinamizar a sua Conferência e não descore a possibilidade de socorrer-se aos meios económicos disponíveis ou outras campanhas a nível do seu conselho, de subscrição de benfeitores, cremasses, peditórios nas igrejas.
Fale com o seu pároco e pense com ele, escolher um peditório na missa destinado aos pobres. Normalmente os paroquianos aderem com afabilidade nesses peditórios.
Não se esqueça que a Câmara Municipal de V. N. Gaia, tem diversos organismos constituídos chamado “Constituição do Concelho Local da Acção Social” clique, AQUI, podem dar um contributo importante para resolver situações que ultrapassam as capacidades das Conferências.  

Juntarmo-nos a outros grupos não é solução Vicentina atraente ou aceitável se as seguintes coisas não-vicentinas acontecer:

o   Os vizinhos “assistidos como é conhecido” recebem em bancos de alimentos em vez de sua casa.
o   São-lhes pedidos documentos em alguns casos de casamento.
o   Um grupo governa as quantidades das vezes as pessoas para obter ajuda e em quantidade em vez de ser feita por necessidade concreta às suas necessidades diárias.
o   Dando comida envelhecida...
o   Crianças recebem ajuda e os mais idosos ficam excluídos.
o   Às pessoas, são cortadas por uma variedade de razões.

Verifica-se algumas acções acima indicadas, não atendendo a nossa missão principal que é a Visita a Casa, mas neste artigo espera-se ao transmitir os pontos de vista dos seus autores como reflexão pessoal, neste início primeiro dia do Ano Novo, do Tempo Comum.
Sentimo-nos tristes de algum modo com a desistência de algumas conferências mas, espero que a reflexão nas conferências seja boa, o nosso trabalho seja profícuo nos meios em que os vicentinos estão inseridos na comunidade, visto que é nesta que a nossa missão de Vicentinos é importante. A ideia é fazer que o vicentino vá ao encontro do Pobre. Frederico Ozanam nos diz: “Vamos aos Pobres”

As opiniões expressas neste artigo não se destinam a transmitir os pontos de vista ou políticas de A Sociedade de São Vicente de Paulo, mas apenas as opiniões do autor, com algumas adaptações dentro do nosso contexto.


Vila Nova de Gaia, 2014-12-30
Pel’ Conselho de Zona
O Presidente

domingo, 14 de dezembro de 2014

Como vendo o rosto de Cristo nos pobres?

Uma das frases que inspiram os vicentinos na sua missão dentro no conceito da sua espiritualidade foi quando São Vicente de Paulo se refere como encontramos em Cristo nos pobres, afirma assim:
- St. Vicent nos ensina a ver Cristo nos pobres e sofredores, tanto assim que os pobres tornam-se nossos senhores e mestres e nós, seus servos. 
Na Espiritualidade vicentina é centrada em torno deste conceito, passo a referir, Jesus disse: "Tudo o que você fez para um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeste." (Mateus 25. 34-40).

Você ao ler este texto cheio de espiritualidade de São Vicente, pode ficar perplexo, com esta afirmação, vejo a fazer uma perguntar para si próprio! 
Nós ao darmos aos pobres passamos à condição de seus servos e não de senhores que o alimentamos, damos de beber, pagamos as despesas de água, luz?
Se vir esta frase no contexto meramente humana e não como cristão, pensa que ao darmos algo a alguém somos seus senhores e ele nos deve vassalagem.
Ora no contexto da espiritualidade vicentina não se pode por nestes termos se nos lembrarmos do que disse (Mateus em 25, 34-40). 
Ora pensemos assim:
Ao darmos a um mais pequeno (desfavorecido da sorte) é a Deus que prestamos vassalagem, na nossa condição de servos de Deus. 
Quando damos algo, damos a uma pessoa pobre e nele vemos a condição de pobre que Jesus Cristo foi e nos desafiou a segui-lo. Jesus Cristo era rico em riqueza mas em bondade, misericórdia, em amor. Ele foi o escolhido por Deus para salvar o mundo formados por pessoas pecadoras.
Quando ajudamos um pobre vemos nele a representação de Deus pois é Deus que esta presente.
Não conseguimos ver em Deus um milionário, um egoísta, mas um Deus dono do nosso destino, dono das nossas coisas pois a todo momento nos tira. 
Existe uma frase que mostra bem este pensamento, dizemos: quando morremos deixamos tudo cá!
Nada é nosso, mas emprestado para fazer bom uso dela.

Portanto quando passar por um pobres ou remediado que no fim é um desprotegido da sorte, pense sempre assim: Aqui está Jesus Cristo. Ele me diz que precisa de ajuda e eu devo ajudá-lo.

Será que se lhes aparecer a pedir-lhe esmola você consegue dar a sua ajuda? Pense sempre assim: Bom, já não vou beber um café e comer uma nata hoje. Lá se foi 1,40€! Vou ajudar quem precisa mais que eu neste momento
Eu não vejo se passar por si  se aje com bondade, com caridade em amor, mas Deus está a olhar bem para si...