"Eu gostaria de abraçar o mundo inteiro em uma rede de caridade"
António Frederico Ozanam

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Ano Novo - Sorria


Carta de Ozanam - 6 - A Ernesto Falconnet

Lião, 24 de Agosto 1830

   A carta que adiante se insere revela.nos, na sua primeira parte, uma faceta do temperamento de Ozanam porventura menos conhecida: o seu sentido de humor.

   Ozanam, então com 17 anos, exprime-se nas primeiras linhas desse documento como um jovem descontraído e folgazão, que brinca amigavelmente com um seu parente e companheiro de  trabalho, dois anos mais novo: Ernesto Falconnet. (1)
   Dada a diferença de idades, Ozanam sente-se à vontade para aludir ao «ilustríssimo espírito» e ao «génio criador» do «muito alto e muito poderoso senhor» seu amigo à sua boa ou má disposição, à vantagem, à vantagem de se iniciar na investigação filosófica. E receita-lhe «coragem» para enfrentar os desafios da vida.

   Mas os ditos espírito logo dão lugar a um estilo mais sério. Mostrando-se indeciso quando à carreira que terá a percorrer, o nosso Fundador refere: «quis ser advogado e sempre tive a intenção de cultivar as letras e a filosofia». E, efectivamente, dez mais tarde, ele já teria cumprido o seu doutoramento em Direito e em Letras; e ascenderia à situação de professor universitário. 

   Ao mesmo tempo, transparente da carta a atracção por assuntos pertinentes à história literária, por temas diversos sobre a Antiguidade e até - pasme-se! - pela aquisição de  «alguns conhecimentos preliminares sobre a sânscrito». 
   No meio deste enciclopedismo, desta insaciável apetência pelos saberes, a confessada incerteza sobre o rumo a dar à sua vida. Isto em razão doas vicissitudes próprias dos tempos que decorriam e também pelo clima de guerra existente, que não propiciava tranquilidade de espírito nem um planeamento calma do futuro.
   É de notar que Ozanam não repudia as contingências da condição militar - longe disso. Mas procura sublimá-las através do tempero da filosofia, da poesia, da própria religião. Esta «utopia» de Ozanam, acerca do desempenho das obrigações militares contém, observações cheias de interesse, reveladoras da forma como ele projectava todos os problemas e acontecimentos da sua vida num amplo quadro de referência, de matiz religiosa e cultural.
   No final, Ozanam dirige ao seu amigo palavras de incitamento, no sentido da continuação do trabalho comum que ambos tinham entre mãos. 

   Em suma, trata-se de uma carta que, sem conter revelações sensacionais, deixa entrever alguns dados muito elucidativos sobre o carácter do jovem Ozanam, bem como sobre as suas preocupações espirituais e culturais.

(1) Esnesto Falconnet, nascido em 1815 e falecido em 1891, foi um magistrado e homem de letras com alguma notoriedade na sua época.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

uma presença global

Desde sua criação em Paris em 1833 por um pequeno grupo de estudantes liderado por Frédéric Ozanam, a Sociedade expandiu-se rapidamente pela Europa, e em seguida para além do continente. De um grupo de estudantes, ela passou à uma centena de membros em alguns meses, e as primeiras conferências foram criadas fora da capital. Nos anos que se seguiram, a Sociedade vivenciou um desenvolvimento rápido na Europa e depois no mundo inteiro. Em 1853, ano da morte de Frédéric Ozanam, a SSVP estava presente em 29 países.

A SSVP em números
Em seu aniversário de 180 anos, Ela conta com 148 conselhos em 140 países e o seu número de membros é estimado em 800.000:
·         Europa: 7334 conferências em 30 países
·         Ásia: 7463 conferências em 24 países
·         América: 23377 conferências em 34 países
·         Oceânia: 1359 conferências em 9 países
·         África: 5104 conferências em 43 países
O Brasil conta sozinho com 17.166 conferências e 250.000 membros.
30.000.000 de pobres ajudados por dia pelo mundo:
A implantação atual da Sociedade é reflexo de sua importante ação nos países pobres.
·         Por 16,7%, em países onde ao menos 50% da população nacional vive abaixo da linha de pobreza (Fontes da CIA World Factbook atualizada em 2012.)
·         Por 48,6%, em países onde a renda per capita está compreendida entre menos de 1025 $ e 4035 $ por ano. (A título indicativo a média mundial do PIB per capita por habitante se eleva à 8300 $ por ano.)
A Sociedade São Vicente de Paulo continua sua expansão. Em 2012, 314 novas conferências foram oficialmente agregadas pelo Conselho Geral da Confederação Internacional.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Carta Ozanam 1830

Liao, 5 de junho de 1830
 
    Meu caro Materne

   Muito obrigado pela tua carta e mais ainda pela confiança que me testemunhas. Acredito que não tenhas querido lisonjear-me, mas sob condição de, logo que tenhas querido lisonjear-me, mas sob condição de, logo que tenhas oportunidade, me comunicarem as tuas criticas judiciosas e me dares conhecimento dos estimáveis trabalhos que a tua modéstia deprecia em excesso e que mantens secretos.
   De resto, as tuas observações finais levam-me a dar-te em seguida alguns pormenores biográficos sobre os anos que vivi até agora é alguns traços psicológicos sobre a minha pessoa. Sem esta oportunidade, eu talvez ainda demorasse a fazê-lo. Mas porquê tardar ainda a estreitar os laços de uma amizade que pode tornar-se tão bela e tão feliz?
   Meu caro Materne, não são os agradáveis momentos passados contigo, não são as refeições de família ou as pequenas reuniões é de amigos que me censuro. Longe de mim este pensamento. Acredito como  tu que uma distracção suficiente é uma necessidade e que os prazeres puros da amizade são bem permitidos pela lei de Deus.Sem esta oportunidade, eu talvez ainda demorasse a afazê-lo. Mas porquê tardar ainda a estreitar os laços de uma amizade que pode tornar-se tão bela e tão feliz?

   Meu caro Materne, não são os agradáveis momentos passados contigo, não são as refeições de família ou as pequenas reuniões de amigos que me censuro. Longe de mim este pensamento. Acredito como tu que uma distracção suficiente é uma necessidade e que os prazeres puros da amizade são bem permitidos pela lei de Deus. Ainda mais, dir-te-ei, e sem dúvida já o sabes, que não me preocupo com os prazeres de alta roda; deste modo, o que a esse respeito disse nos meus versos deve ser tido como hiperbólico e ampliado pela imaginação: com efeito, tudo isso pode reduzir-se unicamente à ideia de que todos os prazeres com que deparei nunca me ofereceram uma verdadeira felicidade. Também é verdade que vi bastante gente pouco cristã e muito dada aos prazeres e que essas pessoas não eram felizes.
Eis tudo.

   Agora, vou dar-te a conhecer quem tenho sido até hoje. Lê até ao fim, pois é ai que vem o melhor. (1)

   Disseram-me que, quando criança, era muito doce e muito dócil e isso é atribuído à fraqueza do meu temperamento, mas vejo ai uma outra causa. Eu tinha uma irmã, uma irmã muito amada que me ensinava juntamente com a minha Mãe e essas lições eram tão doces, tão bem ministradas, tão apropriadas à minha inteligência infantil que me davam verdadeiro prazer. Em suma, creio que então eu era bastante bom e, salvo alguns pequenos pecadilhos, não me censuro grande coisa em relação a esse tempo. Com sete anos, contraí uma grave doença. Todos julgaram reconhecer que só por milagre me salvei. Não que me faltassem cuidados. Os meus bons pais não deixaram a cabeceira da minha cama durante quinze dias e quinze noites. Sentia-me morrer, no meu delírio, pedi cerveja (N.B.: então gostava dela). E a cerveja salvou-me. Estava curado. Seis meses depois, minha irmã, a minha boa irmã, morreu. partilhei profundamente a dor comum. O Desgosto que eu tive!

Aprendi o latim e aprendendo-o, adquiri malícia. Na verdade, creio que nunca fui tão mau como na idade de 8 anos. No entanto, eram um bom pai, uma boa mãe, um bom irmão que continuavam a minha educação. Nesse tempo, ainda não tinha amigos fora da família. Tinha-me tornado irascível, teimoso, desobediente; se me puniam, reagia contra o castigo, escrevia cartas a minha mãe para me queixar. Era preguiçoso e lambareiro em grau supremo. E desde logo começaram a correr-me na cabeça todas as espécies de más ideias que em vão me esforçava por repelir. Eis o que eu era ao entrar no colégio, com nove anos e meio. Pouco a pouco, tornei-me melhor, a emulação eliminou a preguiça, gostava muito do meu professos, conheci o excelente Balloffet (2), tive sucessos que me encorajaram, estuda com ardor mas, ao mesmo tempo, começava a ter orgulho. Aliás, aconteceu-me trocar sopapos e disparates, etc., etc. Mas tinha mudado muito.

   Foi mais ou menos do mesmo modo quando estive muito tempo doente e obrigado a passar um mês no campo, em casa de uma excelente senhora, onde adquiri muita delicadeza, que seguidamente se perdeu em grande parte.
   Por vezes, desleixava-me um pouco, depois retomava coragem. Foi então que fiz a minha Primeira Comunhão. Dia de felicidade, possa a minha mão secar e a minha língua ficar presa ao céu da boca se alguma vez te esquecer! Tinha então mudado muito, tinha-me tornado modesto, doce, dócil e, infelizmente, tornei-me também um pouco escrupuloso.
Conheces pouco mais ou menos a minha vida após esta época, bastará dizer-te que, depois deste tempo, tornei-me talvez mais trabalhador e permaneci sofrivelmente orgulhoso e impaciente.

(2) Outro amigo de infância de Ozanam.

   Mas é preciso que eu entre em alguns pormenores sobre um período penoso da minha vida, período penoso da minha vida, período que começou quando estava na Retórica e acabou no ano passado. à força de ouvir falar de incrédulos e de incredulidade, perguntei-me porque acreditava. Eu duvidava, meu caro amigo, mas no entanto queria acreditar, repelia a dúvida, lia todos os livros em que a religião era demonstrada e nenhum deles me satisfazia plenamente. Acreditava durante um ou dois meses na autoridade de tal argumentação; sobrevinha uma objecção ao meu espírito, ainda duvidava. Oh! Como eu sofria! Porque queria ser religioso. Espreitei Valla (3). Valla não me satisfez. A minha fé não era sólida e, no entanto preferia acreditar sem razão do que duvidar, porque isso atormentava-me muito.
   Entrava na filosofia. A tese da certeza perturbou-me. Supus um instante poder duvidar da minha existência mas não o consegui. Decidi-me, por fim, a acreditar; pouco a pouco tudo se firmou e hoje creio na autoridade da ideia de causa.
  Durante este tempo a minha imaginação trabalhava; pensamentos criminosos, licenciosos, acabrunhavam-me, contra minha vontade. Queria afugentá-los, mas ocupavam-me muito: o meu respeitável confessor diz que não me inquiete, mas ainda não o consigo, embora eles sejam hoje mais raros. Anima-me que estas ideia não sejam minhas, nem de mim. Pelos menos, é assim que me têm dito.
   Devo no entanto reconhecer que a funesta paixão do amor nada pode ainda sobre o meu coração e que apenas conheço a amizade.
De resto, creio que sempre tive bastante bom coração e amei os meus amigos, que tenho sido habitualmente compassivo para com os pobres, reconhecido para com as pessoas que me fazem bem e sempre sem rancor.

   Eis o que fui, eis a seguir o que sou. Vou falar-te imparcialmente, dir-te-ei tudo, tento o mal como o bem.
   Quando ao mal, reduzo-a a quatro pontos principais: orgulho, impaciência, fraqueza, meticulosidade.
   O orgulho é tudo o que se lhe segue: amor dos elogios, dificuldades em reconhecer as minhas faltas, algumas vezes um pouco de altivez. quanto à impaciência, só se manifesta perante o pequeno irmão, que a excita muitas vezes.Quando digo fraqueza, significo respeito humano, pouca força para manter uma resolução tomada, etc e, quando digo escrúpulo, meticulosidade, quero  referir-me às coisas

(2) Padre José Valla, autor de um manual de filosofia em uso na diocese de Lião.

espirituais e à exactidão dos escritos. Acrescenta a estes defeitos o de zombar um pouco facilmente do próximo e terás o meu lado mau.

   Quando ao que em mim há de bom, aqui vai: o coração que não julgo perverso, a intenção que normalmente é excelente mas verga muitas vezes conforme as circunstâncias, a vontade de bem fazer que em geral me domina. Creio possuir as duas qualidades que fazem um bom francês, patriotismo e lealdade.  Amo muito a minha pátria e tive sempre horror à duplicidade, sou bem fiel àqueles que amei, mas a frieza vinda de um amigo penetra-me a alma, sem no entanto me impedir de o amor sempre. Gosto que me dêem conselhos, mas quero-os amigáveis como os teus; gostaria deles ainda que mais severos. no entanto, quero conservar a minha liberdade e reservar-me o direito de aderir ou não a um conselho dado. Julgo-me agradecido e posso assegurar que guardo bem um segredo. De resto, atenho-me muito à religião, sem ser propriamente piedoso e isso faz que eu possa alguma vez ser ou parecer intolerante. Confesso que gosto do trabalho, mas deixo-me distrair facilmente. Em suma, creio que posso vir a ser ou um homem muito ruim ou um homem muito virtuoso; espero agora ter tomado alturas e ser toda a minha vida pelo menos um bom francês, um bom amigo, um bom cristão. 

   Eis aqui o teu homem, disse-te tudo, abri-te o meu coração, conheces-me inteiramente. Sabes agora se queres continuar a dar-me a tua amizade, quebrá-la ou estreitá.la mais. De qualquer modo, desejarei sempre permanecer e tornar-me cada vez mais teu amigo.

A. F. OZANAM

   Se queres continuar a dar-me a tua amizade, peço-te o favor de não me poupares, de me dares bons conselhos e de nunca seres adulador: sê franco como eu o fui nesta carta, já que te dei o testemunho da minha consciência.

  

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

A fonte dos 400 Anos com S.Vicente Paulo

No dia 8 dezembro os vicentinos lembram o dia da Imaculada Conceição.
"MARIA - Renovai-vos nas fontes da alegria"

Podemos afirmar que começamos com força a celebração dos 400 Anos em que o nosso Patrono São Vicente de Paulo, com a fundação e o nascimento do carisma vicentino: "400 Anos da Congregação de Missão".

Apoiando-me num texto escrito das irmãs da caridade AIC, convida a todos voluntários vicentinos a renovar o seu compromisso de servir a Deus através do contrato: Maria de Nazaré com o seu "SIM", nas pessoas que vivem na pobreza.
Ser vicentino hoje, neste dias oferece com o seu trabalho, sair da sua área de conforto para entrar num outro mundo, o mundo de pessoas que vivem excluídas, em semi-pobreza ou mesmo pobreza, no mundo em que pessoas vivem nas periferias onde a sua dignidade é posto em causa.

Não importa tanto assim dizer; às pessoas o que queremos ou pensamos mas, antes de tudo visita-las e ouvi-las, sentir as suas prioridades de necessidades e depois coloca-las em reunião de confrades.
Eu, peço também neste Ano de Pastoral, em que sentimos uma sociedade civil doente, quase moribunda de males espirituais, peçamos todos a MARIA-renovemos interiormente e bebamos na fonte de alegria, com alegria, tentar sempre, sempre, sempre e deixemos o mundo cada vez melhor.
Para isso ser possível, continuemos a trabalhar na nossa missão; sem nos queixar uns dos outros, para termos coragem em aceitar um pobre "tal como ele é", que ele sinta que é bem recebido. 

Tenhamos a coragem de aceita-los para que não aconteça como foi a São Bento José Labre, século XVIII, um mendigo que passava a sua vida a pedir esmolas de mosteiro em mosteiro, sacrificava-se a rezar horas às vezes seis horas, sem se queixar por uma almofada, um homem que queria pertencer a um mosteiro e era recusado a sua entrada mesmo até por muitos padres em dar acesso aos mosteiros, embora mais tarde alguns padre propusessem a ele outras formas de seguir o seu caminho.

Um Santo que sentiu que a sua vida era essa, mendigar. Chamavam-lhe o "Vagabundo de Deus" ou  "Cigano de Cristo" . 

consulte a história deste pedinte, aqui: S Bento José Labre
 


domingo, 11 de dezembro de 2016

São Cirilo uma comunidade de inserção

Ultimamente tenho escrito alguma coisa sobre a exclusão dos pobres de rua e dos desprotegidos da sociedade sem crer, encontrei uma comunidade para mim desconhecida o "Centro Comunitário São Cirilo-Porto", que de certa forma vai respondendo às minhas criticas que tenho lançado sobre outros responsáveis do seu desinteresse em abrir portas de certos monumentos fechados e no que diz respeito à falta de apoios.
Depois de falarmos sobre, do Albergue do Porto que recolhe pessoas com comida, roupa e cama lavada, existe a Centro São Cirilo no Porto, existe esta comunidade de inserção.

O Centro São Cirilo é uma comunidade de inserção criada pelos jesuítas no Porto que acolhe e (re)capacita pessoas e famílias estrangeiras e nacionais a passar por fase temporária de fragilidade social (pessoas despejadas das suas casas, em-abrigo que querem sair da rua e encontra trabalho, estrangeiros que perdem o emprego e sem retaguarda familiar de suporte, etc)
Desde a abertura oficial, a 4 de Janeiro de 2010, o Centro já . . . 

  • ajudou 5283 pessoas de 107 nacionalidades, sendo 2956 estrangeiras e 2327 nacionais;
  • conseguiu 234 colocações em emprego.*

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Cartas Ozanam 1827

1827
Querida Mamã

É ainda este escolar estourado que vem atormentar-vos com o seu latim. Preparado a vossa indulgência;vós habituados-o a crer que tudo o que ele faz em torno de vós pode ser-vos agradável.
Aliás, ele paga-vos na mesma moeda. É o único presente que a sua bolsa lhe permite oferecer-vos, recebei-o com os votos que vos dirige o vosso filho.

FREDERICO OZANAM

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Estatutos novos ou alterados na A.G.

Convinha reter a memória nos estatutos com alteração em Assembleia Geral e entrou em vigor em 7 junho 2016.
Estas alterações estão no Boletim Portugues de novembro, que vão para os Presidentes das conferências, espero que as mesmas sejam lidas em reunião de conferências porque todos tem que estar a par dos estatutos.
Não vou recordar todo texto só recordo dois requisitos básicos que acho importante nesta altura do lançamento dos quadros Estatísticos.
D. Requisito Básico
3-1 - Novo:
B.R. 3.1 Dissolução de uma Conferência ou um Conselho.

No caso de dissolução de uma Conferência ou de um Conselho, todas as dívidas e obrigações legalmente incorridas por e em nome da Conferência ou do Conselho devem ser totalmente pagas ou cumpridas para o próximo Conselho da sociedade acima deste. O dinheiro ou a propriedade restante e todos os arquivos e documentos devem ser passados imediatamente para o próximo Conselho.

H. Requisito Básico
19 - Novo:
Respeito ao desejo dos doadores: "As doações fornecidas pelos fiéis para um propósito específico somente podem ser usados para este mesmo propósito." 


Notas breves:
No caso da primeira: - Qualquer Conferência/Conselho a dissolver-se todos os bens terão que ser entregues directamente ao órgão imediatamente a seguir. 
« Portanto se alguma vez acontecer, "os párocos reivindicar para si (paróquia) os bens sejam dinheiros ou bens moveis", fica vedado pelos estatutos.
« No segundo caso: continua a ser o que até aqui tem sido feita mas ressalva-se essas obrigatoriedade. Os bens doados com fins específicos, doação por terceiros a favor de alguém deve ser considerados nesses fins especifico; Nas consignadas devem dar entrada e devem dar saída. As verbas devem contar nos quadros estatísticos. 
Aliás, "eu entendo que todas as verbas que entre e que depois tenham saídas devem ser lançadas pois constará em termos estatísticos na SSVP. 
Exemplo; colectas entram e depois saem, Se saem, devem constar como, quando e para quem.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Os Pobres de ontem - uma comunidade hoje.


Ontem houve, amanhã haverá sempre pobres, mas, hoje á muitas mais pessoas algumas delas idosas, pobres ou remediadas, que querem arranjar um lar para passar os seus poucos dias de vida, (não sabemos quantos), mas são pessoas como “nós que estamos a ler” e que “nos achamos uns sortudos” -  “ainda não chegou a nossa vez” pensamos dizia eu, pessoas que esperam e desesperam por um lugar acolhedor dum Lar, uma cama e roupa lavada, assistência medica, um banho quente, mas, também, sabemos que não existem lares que cheguem para tantas pessoas, para tantos doentes, para tantos idosos. Acho que fazemos cálculos em demasia. Ah, ainda não chegou a minha vez… um dia chegará…

Alguns ou maioria dizem: “cabe ao Estado porque está na Constituição Portuguesa cuidar dos pobres e dos doentes” … É verdade, talvez, mas, não podemos estar agarrados ao Estado e quando estamos ficamos prisioneiros da vontade do governo, falta-nos a liberdade de escolha. No caso ao Estado as despesas são partilhadas por todos os portugueses no OGE. Talvez, possamos pensar assim, ser uma comunidade nacional ter vontades na partilha o que lhes é emprestado por Deus, talvez o mais digno, mas, digno é sermos um todo quando temos vontade de fazer algo.
Dizem; eu também subscrevo; para isto é preciso dinheiro!
A Espiritualidade Vicentina será só quando temos dinheiro ou vontades?

Não é preciso a TV para nos reportar as notícias, mas, “talvez façam bem, serve para denunciar” aí a comunicação social tem um papel importante…
Continuamos a ver pessoas que vivem na rua, a qual rotulamos de excluídos da sociedade, onde não têm sítios onde ter o mínimo de higiene, tomar banho, ter uma toalha para se limpar, no mínimo não tem essas possibilidades com algumas excepções.
São os puros excluídos da sociedade que foram empurrados, outros por opção porque perdem a família, o emprego e mostram à sociedade em geral na rua, que também são pessoas Eles mostram-se, mostram-se, mostram-se... Eles deambulam pelas ruas das freguesias à procura de um quarto de banho, mas existe exclusão nas nossas cidades onde não existem hoje os balneários públicos.
Em conjunto o que se pode fazer, para alterar apoiar os pobres, os excluídos para que possam ser tratados com a dignidade de homens e mulheres.

Entre várias possíveis respostas poderá passar por aqui: - O Albergue Nocturno do Porto - A.N.P., tem nas suas mãos, a meta de alargar mais oferta aos Pobres-excluídos. O objectivo é dar dignidade a quem mais precisa e melhorar o conforto. O diretor da AANP- Associação dos Albergues Noturnos do Porto sr. Miguel Neves, admite que seu sonho é que um dia deixe de haver sem-abrigos na cidade.
As obras de fundo no edifício, que tiveram inicio em Julho de 2015, e se estima que terminem até ao final deste ano, vão permitir albergar um total de 75 sem-abrigos – 60 homens e 15 mulheres – com quartos servidos de aquecimento central, novas instalações sanitárias e chão e paredes renovadas. Consulte aqui: Albergue Nocturno do Porto.
Miguel Neto diz que todos os donativos são bem-vindos, “Podem ser 15 euros, que dão para compra lençóis, ou podem ser 200 euros que dá para comprar uma cama”, exemplifica aquele responsável. Que a comparticipação da Segurança social não é suficiente para apoiar o aumento da capacidade de alojamento, a partir de Janeiro do próximo ano.

Caros confrades, vicentinos, “TODOS”, mas todos temos a ganhar com a iniciativa da ANP e proporia pensar; chegarmos à simples conclusão; se eu colaborar com o ANP, estou indirectamente a resolver muitos problemas de pobres e excluídos que pedem ajuda às nossas Conferências. Quem quiser pode fazer chegar com o seu donativo da seguinte forma:
Monetário:
Ø  Transferência bancária para o IBAN: PT50.0007.0431.0002.4380.0038.8 cheque ou numerário.
Ø  Consignação de IRS: Pode consignar, sem qualquer encargos para o doador, 0,5% do IRS liquidado à nossa Instituição, bastando para o efeito preencher o CAMPO 1101 DO QUADRO 11 NA FOLHA DE ROSTO COM O NIF: 500.850.542
Mais informações: Marketing e angariação de Apoios: 966.685.955; direcção@alberguesporto.com

Uma razão para este apelo: Não posso esquecer ainda sobre às dificuldades de justiça, recordo aqui e agora, uma das muitas mensagens do Papa Francisco dirigida tempos atrás aos religiosos e religiosas de Itália, numa 4ªfeira em Roma, a favor ainda dos refugiados que entram em Itália: Caros irmãos religiosos e religiosas em Cristo. Se algumas instituições religiosas tenham espaço, edifícios disponíveis que possam por à disposição dos refugiados, dos pobres e dar guarida em vez de transformar em hospedarias e/ou hotéis de luxo, seria estar ao serviço de Deus através dos mais necessitados, era “Abrir as Portas à Misericórdia de Deus”.
Não poderei deixar de fazer o desafio a todos os Vicentinos da Diocese do Porto. Este ano, na quadra natalícia ou fora dela, não poderemos colaborar fisicamente e/ou monetariamente com esta Instituição que tantos assistidos ajuda?

No Ano de 2017 a Congregação da Missão vai comemorar os 400 Anos onde São Vicente de Paulo deu o seu primeiro passo em Folleville e depois em Châtillon já como pároco se lança sem dinheiro, sem meios de transporte próprio, a formar o que é hoje a Congregação da Missão, destinada a evangelizar aldeias. Ele que foi convencido pelo seu pai a ir estudar para uma instituição religiosa (porque naquele tempo não havia escolas publicas), a fim de poder ter uma vida melhor mas, Deus trocou-lhe os passos e mostrou-lhe que a sua vida melhor era, olhar pelos pobres. Assim foi.
Saibamos nós Vicentinos fazer render os nossos talentos e mostrar que queremos ser como foi Pe. Américo, como foi nosso Patrono São Vicente de Paulo, não tinha carro, foi à luta.
O nosso Papa Francisco recentemente fechou as Portas, mas não disse que as Portas se fechariam de vez, pois ele continua aberto. “Com Maria, Renovai-vos nas fontes da alegria”.


Tu. Vicentino pensa diferente!
Fernando Teixeira

Dezembro 2016

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Composição dos Membros do Conselho de Zona Gaia Norte


Direcção do Conselho  
Presidente: Fernando Maria Neves Teixeira;
Vice-Presidente: Arminda Jesus Leite Marques;
Vice-Presidente Jovens: Susana Maria Mocetão Costa;
Secretária: Anabela Pereira Lima Chaves;
Tesoureiro:Miguel Joaquim Pinto Castro; 
Vogal: Mimosa Rodrigues Guerra;
Vogal: Adília Sousa Miranda Pinto;
Assistente Espiritual: Diácono Manuel Augusto Silva Maia.


Membros do Conselho
Presidentes com direito de voto.

01-Conferência Divino Salvador - Valadares;
     Presidente: «Paula Cristina Rocha Silva.»
02-Conferência Divino Salvador - Vilar de Andorinho;
     Presidente: «Serafim Meira.»
03-Conferência Nª. Sª. da Hora  - Madalena;
     Presidente: «Maria Adelaide Dias Santos.»
04-Conferência Santa Eulália - Oliveira do Douro;
     Presidente: «Fernando Gonçalves Ferreira.»
05-Conferência Santa Isabel - Candal;
     Presidente: «Arminda Jesus Leite Marques
06-Conferência Santo André - Canidelo;
     Presidente: «Pedro Miguel Branco Silva.»
07-Conferência Santo António - Valadares;
     Presidente: «Maria Olimpia Barbosa.»
08-Conferência Santo Ovídio - Santo Ovídio;
     Presidente: «José Carlos Soares Batista.»
09-Conferência São Cristóvão de Mafamude;
     Presidente: «Maria da Conceição da Silva Pereira.»
10-Conferência São Gonçalo de Mafamude;
     Presidente: «Maria da Glória do Espírito Santo.»
11-Conferência São Francisco Assis  - Avintes;
     Presidente: «Ana Rita Ribeiro Vigário.»
12-Conferência São Martinho - Vilar do Paraíso;
     Presidente: «Mimosa Rodrigues Guerra.»
13-Conferência São Pedro - Afurada;
     Presidente: «António Domingos Ferreira Barbosa.»
14-Conferência São Pedro - Avintes;
     Presidente: «Licínio Tomás Moreira Santos.»
15-Conferência São Tiago - Oliveira do Douro;
     Presidente: «Joaquim Augusto Ferreira Silva» 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

CARTA DE OZANAM - 19-07-1853


Antignano, 19 de Julho de 1853

    Meu Reverendo Padre e querido Amigo

   É preciso que, de futuro, permitais que vos atribua estes dois títulos. Por um lado, não posso abstrair do respeito que toda a Itália vos dedica e de que vos vi rodeado nesta boa cidade de Siena. Ao mesmo tempo, como não sentiria a mais doce amizade, o mais vivo reconhecimento por todas as bondades de que acabais de cumular-me, bem como aos meus? Como fazeis? Que largueza de coração, que presença de espírito Deus vos concedeu e qual é o vosso segredo para multiplicar o tempo? Tendes o triplo encargo dos surdos-mudos de toda a Toscana, de uma das maiores escolas italianas, o colégio Tolomei, de uma cadeira na Universidade: sois o Padre de Siena e não há um canto de rua, uma porta, onde não tenhamos encontrado algum dos vossos protegidos. Enfim, ocupai-vos de toda a gente e no entanto eis que chegamos, cinco estrangeiros caem sobre vós e durante quatro dias apenas viveis para nós; sois a nossa providência. Formamos um cortejo lastimoso; trazemos connosco mulher, doente, criança; cada um encontra aquilo de que precisa perfeitamente previsto e preparado: alojamento, alimentação, distracção, edificação, a parte da alma, a parte do corpo, o necessário e o agradável. Enfim, apenas temos que nos deixar viver nesta bem-aventurada Siena, onde se narra que tantos santos foram servidos pelos anjos. Nós não somos santos; mas, por certo, um bom anjo nos serviu. Finalmente, partimos carregados de presentes e de lembranças: eu, com o vosso belo Elogio de novo publicado e o vosso volume da Língua lombarda e sobretudo o vosso retrato: Amélia, com Santa Catarina e a pequena Maria com tantas coisas que mais valeria transportar o Palácio da comuna. 

   Pois bem, meu reverendo Padre, tudo que fizeste pela minha pequena família e por mim próprio sensibiliza-me menos do que a esperança que me destes em relação a S. Vicente de Paulo. Esta querida Sociedade é também a minha família. Foi ela, depois de Deus, que me conservou na fé, quando deixei os meus bons e piedosos pais. Amo-a e estou-lhe ligado pelo mais profundo do coração: fiquei radiante por ver a boa semente germinar nesta terra da Toscana. 

   Mas, sobretudo, vi-a fazer tanto bem, sustentar na virtude um tão grande número de jovens, acender num mais pequeno número um zelo tão maravilhoso! Temos conferências em Québec e no México. Temo-las em Jerusalém. Temos também, seguramente, uma conferência no paraíso, pois mais de um milhar dos nossos, durante estes vinte anos da nossa existência, tomaram o caminho de uma vida melhor. Portanto como deixar de ter uma conferência em Siena, a que se chamava a ante-câmara do paraíso? Na cidade da Virgem santa, como não veríamos o êxito de uma obra que tem a Virgem santa como principal padroeira? E, sobretudo, como não teríamos êxito no colégio Tolomei, onde nossa jovem iniciativa crescerá sob a vossa mão, discretamente, sem os inconvenientes de uma publicidade precoce?  

   Tendes crianças ricas, Oh, meu padre, a lição útil para fortificar estes corações amolecidos será o benéfico espetáculo de lhes mostrar os pobres, de lhes mostrar Nosso Senhor Jesus Cristo não somente nas imagens pintadas pelos grandes mestres, ou sobre altares brilhantes de ouro e de luz, mas mostrar-lhes Jesus Cristo e as suas chagas na pessoa dos pobres. Muitas vezes falamos da fraqueza, da frivolidade, da nulidade dos homens, mesmo cristão, na nobreza de França e da Itália. Mas estou certo de que eles são assim porque uma coisa faltou à sua educação; há uma coisa que não lhes foi ensinada, uma coisa que apenas conhecem de nome e que é preciso ter visto suportar aos outros, para aprender a sofrê-la quando ela vier, cedo ou tarde. Esta coisa é a dor, é a privação, é a necessidade. É preciso que estes jovens senhores saibam o que é a fome, a sede, a indigência de umas águas-furtadas. É preciso que ele vejam miseráveis, crianças doentes, crianças a chorar. É preciso que as vejam e que as amem. Ou este quadro provocará algum sobressalto no seu coração, ou esta geração está perdida. Mas nunca se deve acreditar na morte de uma jovem alma cristã. Ela não está morta, mas dorme.

   Meu caro e respeitável amigo, envio-vos com o Boletim da sociedade de S. Vicente de Paulo uma excelente instrução sobre a formação das conferências nas casas de educação. Certamente, a vossa experiência não tem necessidade de ser esclarecida e podereis adaptar o nosso pequeno trabalho à vossa grande casa, sem deixar de nos estar unido e de fazer lucrar aos vossos alunos as ricas indulgências concedidas à Sociedade de S. Vicente de Paulo. Em breve os vossos melhores jovens, divididos em pequenas esquadras de três ou quatro acompanhados de um professor, irão subir a escada do indigente; vê-lo-eis regressar ao mesmo tempo tristes e felizes; tristes por causa de mal que terão visto, felizes por algum bem que terão praticado. Alguns irão conduzir-se talvez friamente, sem inteligência; mas outros hão-se exaltar-se com um entusiasmo que transportarão às cidades onde não existem conferências, ou então irão reanimar as conferências mais antigas de Florença, de Génova, de Milão, de Roma; e de todas as suas boas ações, uma parte virá acrescentar-se à coroa de Deus prepara para o Padre Pendola, mas que Ele concederá, assim o espero, o mais tarde possível.
   Apercebo-me de que renovo o provérbio francês: «Gros-Jean veut prêcher son curé» (1). Não, meu Padre, não estou a pregar-vos; é o vosso exemplo, é a vossa caridade que me prega, que me aconselha a ter confiança em vós e a colocar esta obra nas vossas mãos.

(        (1) Big John quer que o seu pastor pregar.

domingo, 23 de outubro de 2016

CARTAS DE OZANAM - 24-06-1819 e 17-01-1820

"Informação prévia do" 
«Conselho de Zona Gaia Norte»

Estou a ter oportunidade de poder ler as Cartas de Ozanam, pela informação serão 90 documentos dos 1335 cartas do espólio deixadas escritas mas só darei a conhecer pelo autor do livro 30 documentos.. Pela informação obtida as cartas de Ozanam, foram publicadas nos Boletins da S.S.V.P. em meados de Abril 1989 pelo então o Conselho Central masculino do Porto.
O tempo passa, 27 anos percorridos, como eu as cartas serão desconhecidas da maior parte dos vicentinos pelo menos os mais novos, entendemos voltar a publica-las, com um intervalo de máximo 8 dias, percorrendo num total de 24 semanas, esperando que os caros visitantes e vicentinos passem a ser uns fieis leitores.
Sumário das Cartas: Tem as datas seguidas, a primeira; a seu pai em Lião, 24 de Junho de 1819 e Lião, 17 de Janeiro de 1820. 
Hoje só publicarei duas cartas, curtas dado ao extenso das explicações prévias, depois serão publicadas as cartas sem comentários.
Cabe aqui realçar autor da obra escrita: -  Diogo Castelbranco de Paiva Brandão, Lisboa 1996, tendo em conta o interesse e a actualidade dos assuntos versados que determinou as escolhas das leituras:
a) delineamento do perfil psicológico do autor e traços dominantes de personalidade;
b) conhecimento de factos, acontecimentos da vida pessoal e familiar;
c) esclarecimento de factos, acontecimentos e personagens ligadas à criação da Conferência da Caridade e à fundação da Sociedade São Vicente de Paulo.
d) registo das impressões deixadas em Ozanam pelos factos e acontecimentos anteriores referidos, personalidades e ainda pelos sucessos da vida social, política, universitária, religiosa, etc., que foi testemunha ou em que participou.

António Frederico Ozanam
Retrato de juventude


«CARTAS DE OZANAM»


Lião, 24 de Junho de 1819

   Querido Papá

   Uma vez que o Frederico começa a rabiscar, ele quer usar as propícias da sua caneta para festejar o seu paizinho, por ocasião do São João; no ano passado o vento levou a saudação que te dirigi, mas desta vez este papel metido na tua pasta não há-de voar e dir-te-á para sempre que o teu Frederico ama-te de todo o seu coração.

FREDERICO OZANAM



Lião, 17 de Janeiro de 1820

   Querido Papá

   Desejaria que o dia de Santo António fosse um dia de prazer, visto ser a tua festa, não sei como fazer para bem a celebrar, apenas posso dar-te muitos beijos e repetir milhares de vezes: desejo-te uma boa festa; rezarei a Santo António, que de algum modo é um dos meus amigos, visto que é meu patrono, para que peça a Deus que te conserve uma longa vida, uma boa saúde e sou com respeito o teu respeitoso filho.

FREDERICO OZANAM











sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Família Vicentina no Mundo

A Família Vicentina incorporam todas as associações fundadas por São Vicente de Paulo e constituem-se por vários irmãos e irmãs que se dedicam à Caridade
Da Família Vicentina está espalhado pelo mundo, à volta de 900 membros em 135 países por 5 continentes.
Só em Portugal, existem 11.000 vicentinos.

Em Portugal a 1ª Conferência foi no ano (1859).



A Família Vicentina

Senhoras da Caridade (1617). - Hoje são conhecidas com AIC Associação Internacional de Caridade,

Congregação da Missão (1617) - Surge a 25 de janeiro a Congregação da Missão ou chamada de "Lazaristas". 
É uma comunidade de padres e irmãos mais 4 mil distribuídos a servir em 86 países. A Congregação foi oficialmente aprovada em 17 de Abril de (1625).

Filhas da Caridade (1633) criadas por S.V.P. e por Luisa de Marillac. São formadas por 19.900 mulheres em 91 paises.

Irmãs da Caridade (1809). St. Elizabeth Ann Seton foi a sua fundadora. Hoje existem 4 mil membros em 13 congregações em EUA e Canadá.

Sociedade de São Vicente de Paulo (1833). - Seu fundador foi Beato Frederico Ozanam (1813 a 1853)

Associação da Medalha Milagrosa (1847). - Está ligada ao aparecimento a uma das Irmãs da Caridade à humilde noviça Santa Catarina Labouré.

Juventude Mariana Vicentina (1847). - Surge por influência das apararições de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa de St. Catherine Labouré

Leigos Missionários Vicentinos (1999). - Associação mais novo da Família vicentina surgindo com o objectivo; formar, facilitar, apoiar e coordenar a presença missionária e trabalho dos leigos na missão da Família Vicentina.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Você, quer ser Vicentino?

'Quer vestir a camisa vicentina? Saiba, no entanto, para vestir a camisa vicentina você precisa antes vestir a missão de Jesus que é a de amar os pobres com respeito e lhes garantir a dignidade. Você precisa vestir a camisa da humildade para pedir pelos pobres, como São Vicente de Paulo. Em uma das biografias de São Vicente de Paulo, há o relato que ele vivia nas ruas pedindo ajuda para os pobres. Certa ocasião, passou por ele uma comitiva e um dos nobres cuspiu em seu rosto. Em resposta à atitude de repúdio do nobre, com a mesma mansidão, São Vicente de Paulo disse: "O que eu merecia você já me deu. Agora dê o que os pobres merecem." Ser vicentino é assim! É levar muito não e tapas na cara por seguir Jesus e por se fazer sua vontade: interceder pelos pobres. Ser vicentino é vestir a camisa da boa vontade e querer "abraçar o mundo em uma rede de caridade", como bem disse e fez Antoine Frédéric Ozanam, o fundador da Sociedade São Vicente de Paulo. Vista a camisa vicentina, mas não por modismo ou para promoção própria e por vaidades. Vestir a camisa é se colocar a serviço de Jesus em favor dos pobres e dos esquecidos. Vista hoje a camisa vicentina. Amanhã poderá ser muito longe para você reconhecer que o pobre precisa da sua ajuda hoje.Num mundo que cada vez mais se polariza entre ricos e pobres,ser vicentino é estar sempre ao lado dos pobres. Não basta somente ter pena, ter dó dos pobres, mas sim, ser solidário com eles e sentir-se o pobre como parte da gente. É colocar-se no lugar deles! Com a caridade vc exercita a compaixão e a gratidão.'

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A B C - Vicentino















PARA TI ... QUE SÓ AGORA ENTRASTE EM CONTACTO 
CONNOSCO

A minha antecessora, Sr.ª D. Maria Angélica Corte-Real,
teve a feliz ideia de um dia preparar um pequeno opúsculo que servia para todos aqueles que não conhecem a SSVP, não conhecem o trabalho que se faz e como se faz numa Conferência (célula base da nossa Sociedade) nos passarem a conhecer e, como tal, a amar o trabalho que fazemos a juntarem-se a nós neste mundo, por vezes tão adverso, em que vivemos e que tanta necessidade tem de amor. 

A 2.ª edição foi melhorada e tornada de mais fácil leitura.

Espero que a experiência nos ajude agora a tornar esta 3.ª edição ainda mais simples e com um incentivo que mostre bem o retrato do que estamos a fazer e como o fazemos.

Esperamos que entendamos que, no mundo actual, já não é possível fazer o trabalho da forma como o fazíamos, como quando nascemos há 168 anos. Algumas das misérias d eentão repetem-se nos nossos dias, mas há muitas outras que foram aparecendo e se generalizando. A solidão é uma das maiores e aí nós podemos dizer presente e mitigá-la. A toxicodependência e todas as misérias que a acompanham não nos podem ser indiferentes. A tristeza dos sem abrigo, dos doentes sem visita nos hospitais, dos idosos isolados em lares, dos presos sem visita e ...
Em todos os lugares onde houver um carenciado aí deve estar presente um vicentino. Que Deus nos ajude a sermos capazes de deixar os nossos egoísmos e preconceitos e darmo-nos com amor ao próximo.

Manuel Torres da Silva
Presidente do Conselho Nacional.
"2001" 


SOCIEDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO
EVOLUÇÃO NO MUNDO


1833 – 1.ª Conferência (Saint-Ètiene
du Mont) em Paris
1834 – Elaboração da 1.ª Regra
1841 – Fundam-se 25 Conferências em  Paris e 
30 no resto de França
1842 – A S.S.V.P. entra em Itália
1843 – A S.S.V.P. entra na Bélgica, Escócia e Irlanda
1844 – A S.S.V.P. entra em Inglaterra
1845 – A S.S.V.P. chega aos E.U.A. e México
1846 – A S.S.V.P. chega à Alemanha, Países Baixos, Suécia e Turquia
1847 – A S.S.V.P. entra na Suíça e Canadá
1850 – A S.S.V.P. entra na Áustria e Espanha
1856 – Surge a 1.ª Conferência Feminina em Bolonha, fundada por Celestina Scarabelli


SOCIEDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO
EVOLUÇÃO EM PORTUGAL




1859 – A S.S.V.P. entra em PORTUGAL pela mão de Padre Sena de Freitas, Padre Miel, Conde de Aljezur e outros e funda-se a primeira
Conferência em Lisboa
1875 – É fundada a 2.ª Conferência, no Funchal
1877 -  É fundada a 3.ª Conferência, em Braga
1879 – É fundada a 4.ª Conferência, no Porto
1887 – É fundada a 1.ª Conferência Feminina, no Porto
1908 – É fundada o Conselho Superior Masculino Português e, posteriormente, funda-se o Conselho Superior Feminino Português.
1976 – É fundada o Conselho Nacional de Portugal, que resultou da fusão dos Conselhos Superiores Masculino e Feminino Portugueses.



         A ESPIRITUALIDADE VICENTINA É:

A espiritualidade cristã revelada por Cristo como evangelizador dos pobres. É a espiritualidade cristã vivida por São Vicente de Paulo que nos faz entender e conhecer o «Cristo Vicentino», aquele Cristo que «caminhou e trabalhou como nós», Aquele Cristo sem ceptro e sem coroa, que não está sentado sobre o globo, que suportou o peso da cruz de todos os que sofrem, de todos que pecam, de todos que são pobres… e ressuscitou para nos oferecer a Esperança.

Espiritualidade vicentina é a espiritualidade que levou Ozanam a criar as Conferências de São Vicente de Paulo que colocam cristão-leigos em permanente disponibilidade para aliviar o sofrimento e a pobreza, despertando a vocação e missão da Sociedade de São vicente de Paulo.


AMAR E SERVIR A DEUS,
AMANDO E SERVINDO DIRECTAMENTE OS POBRES.





ERA UMA VEZ …


O jovem António Frederico Ozanam, aos 18 anos (1831), deixou Lyon para frequentar em Paris a Universidade (primeiro Direito e depois Letras, cursos em que, após as licenciaturas, veio a doutorar-se). Ficou dolorosa e profundamente impressionado pelo clima anticristão, anticlerical e anti Igreja que encontrou, especialmente no meio académico da Sorbonne, quer entre os alunos, quer entre os professores.

Reagiu e protestou sempre aos ataques à Igreja o jovem Ozanam, tendo marcado a sua posição de católico firme, de visão verdadeiramente profética, tendo escrito, aos 18 anos, um artigo notável sobre a doutrina de Saint-Simon (filósofo francês).

Desde então, como escritor, historiador, jurista, político, jornalista e professos de Direito ou de Letras, centrou as suas atividades e estudos em temas religiosos, sempre no propósito de demonstrar o papel relevante, único mesmo, da Igreja de Cristo na civilização humana.
Várias foram, aliás, as experiências tentadas por Ozanam com esse propósito, nomeadamente nas «Conferências de História», concluindo que todas estas se reduzem sempre a teóricas e estéreis polémicas.
A publicação do artigo «Palavras de um crente», da autoria de Lamennais, provocou acesas polémica nas «Conferências de História», originando a conhecida pergunta – desafio então lançado aos seus componentes: «Sem dúvida que a Igreja Católica tem tido uma acção relevante ao longo da história dos homens, mas hoje ONDE ESTÃO AS PROVAS DA VOSSA FÉ? …», AO QUE Ozanam respondeu, por sugestão de alguns dos seus amigos e companheiros: «Pois vamos aos pobres, como Nosso Senhor Jesus Cristo, pregar junto deles o Evangelho». Ozanam concluía que era necessário agir, como o próprio Cristo que Se tornou homem, aceitou ser ofendido, humilhado e torturado até à cruz, para que entendêssemos que é preciso amar e servir todo o Próximo como Ele serviu e amou.
Apenas se poderá testemunhar o nosso AMOR A DEUS E PROVAR A NOSSA FÉ, de forma expressiva e conveniente e, através da oração, da transformação em atos dos princípios de justiça e caridade, de igualdade e fraternidade.
Humildes como os doze Apóstolos, longe estavam Bailly, Letaillandier, Lallier, Clávé, Devaux, Lamache e Ozanam de aperceber-se da universalidade da mensagem que em suas almas fora gerada. E assim se funda, em abril de 1833, a primeira «Conferência».
Desde o início e por iniciativa de Ozanam, a nova Sociedade foi colocada sob a dupla proteção de San Vicente de Paulo (de quem tomou o nome) e da Virgem Maria.



 COM HUMILDADE E ESPÍRITO DE POBREZA, JUVENTUDE E ALEGRIA;

CRIATIVIDADE, DINAMISMO E OUSADIA CENTRANDO 
A SUA AÇÃO NA TRADICIONAL VISITA DOMICILIÁRIA;

NUNCA ESQUECENDO QUE A SEU LADO 
PODE ESTAR O «SEU PRÓXIMO» 
(AQUELE QUE MAIS PRECISA DE NÓS).


ORGANIGRAMA
DA SOCIEDADE SÃO VICENTE DE PAULO



A AÇÃO DA SOCIEDADE
DE SÃO VICENTE DE PAULO (S.S.V.P.)

Desde a simples oferta de «umas achas de lenha» - oferta inicial de Ozanam às famílias que primeiro visitou em Paris – às ofertas de roupa, livros, medicamentos, ajuda na procura de empregos e internamentos, visitas a lares, hospitais, cadeias, ou à fundação das chamadas «obras especiais» (obras de ação especializada e individualizada: lares de 3.ª idade; centros de dia; slas de estudo; cantinas; lares para jovens; creches; infantários; jardins de infância; colónias de férias; etc), a ação vicentina procura ser a resposta opurtuna para cada situação de sofrimento ou pobreza que a detecta – resposta mais ou menos imediata, ou de simples encaminhamento das situações mais difíceis para as vias possíveis de resolução, inquietando consciências indiferentes, apesar de responsáveis, mas com possibilidade de resposta à situações de pobreza e sofrimento.
A ação vicentina preocupa-se com a promoção do homem na sociedade através de um sentimento de afeto e respeito pela dignidade de cada pessoa, da oferta de amor, a que todos têm direito, da compreensão e recetividade a uma confidência ou a um desabafo, um conselho com uma palavra amiga, um olhar carinhoso, motivos de fé e de esperança.


                               A S.S.V.P. CARATERIZA-SE PELA SUA ESTRUTURA 
                                                                      PRÓPRIA *
                                                         
                                                              «CONFERÊNCIA»
                                              Célula-base de toda a vida da S.S.V.P.

CONFERÊNCIAS – Unidade de base da sua ação direta, como escola, formação, santificação e centro programador da ação perante os casos de pobreza detetados e analisados.

- Grupos de pessoas animadas por um espírito de fraternidade e simplicidade cristã que, fazendo parte de um movimento católico internacional, terão sempre presente a Regra da S.S.V.P.

- O objetivo das suas reuniões sará a santificação dos seus membros, sendo a assistência material o seu fim secundário, tendo sempre presente o espírito de justiça e caridade cristãs.

Como funcionam?

Num espírito de verdade fraternidade, tendo como finalidade o aprofundamento do amor ao próximo, seguindo em tudo a Regra da S.S.V.P., para que haja uma verdadeira unidade entre todas as Conferências, em qualquer lugar do mundo em que se encontrem.

Ordem das Reuniões

- Oração da Regra
- Leitura Espiritual; comentário
- Leitura da ata da reunião anterior e feitura da ata do dia
- Partilha das experiências semanais das visitas domiciliárias, da ação evangelizadora, junto das famílias visitadas.
- Coleta (secreta)
- Oração final.

DEVERES

VISITA DOMICILIÁRIA – É o serviço especial e direto, por ser a mais rica e mais completa forma de relação pessoal e é considerado o processo tradiocional da atuação Vicentina. Permite acompanhar junto dos assistidos a evolução da pobreza na humanidade.

- Devem os Vicentinos (membros da Conferência) em tudo estar ligados aos seus Conselho Particulares e centrais, para que a S.S.V.P., seja una, só assim se compreende a inter-ajuda e a inter-partilha de experiências;

- Deve existir um verdadeiro espírito de amor, tendo sempre presente que a caridade começa para com aquele que estrá ao nosso lado;

- Devem relatar (através de relatórios, quadros estatísticos, etc) para os seus Conselhos Particulares (hoje Zona) e Conselhos Centrais todas as experiências relevantes;

- Devem participar em todas as reuniões e assembleias propostas pelos Conselho de que dependem.

CONSELHOS

- Coordenam, orientam, dinamizam, estruturam, informam e formam a S.S.V.P., a cada nível.

OBRAS ESPECIAIS

- Fundadas, Geridas e mantidas pela S.S.V.P., que têm vida própria, tal como infantários, creches, lares e centros de dia, roupeiros, cantinas, casas de trabalho, etc., etc.


*- O suporte jurídico da S.S.V.P. em Portugal é assegurado pelas Associações das Obras Assistências e das Obras Sociais.



ANTÓNIO FREDERICO OZANAM – FUNDADOR

1813 – 23 de Abril, em Milão, então sob domínio francês, nascia António Frederico Ozanam, filho do médico João António Ozanam e de Maria Dantas;

1816 – A família transferiu-se para Lyon, onde Frederico Ozanam fez os seus estudos no Colégio Real;
1831 – Foi para Paris por desejo de seu pai, estudou direito;
1833 – 23 Abril. Fundou a S.S.V.P., formando a 1.ª Conferência da Caridade;
1836 – Doutorou-se em direito;
1839 – Doutorou-se em Letras (além do Francês dominou Inglês, Alemão, Italiano e Espanhol. Quis também estudar hebraico e sânscrito);
1840 – Nomeado professor na Sorbonne (Paris);
1841 – Casou com Amélia Soulacroix (do casamento nasceu uma filha: Maria);
1853 – Faleceu a 8 de Setembro, em Marselha;
1925 – Em 25 de Março foi iniciado o processo da sua Beatificação;
1993 – Em 6 de Julho é proclamado «Venerável»;
1996 – Em 25 de Junho o Papa João Paulo II assina o Decreto de Beatificação;
1997 – Em 22 de Agosto beatificação, em Paris, por sua Santidade.


PENSAMENTO DE OZANAM


Para que todo o apostolado seja abençoado pelo Senhor uma coisa é necessária: as obras de beneficência. A bênção do pobre é a bênção de Deus.
Aprendamos, na nossa visita ao pobre, que ganhamos mais com esta do que com ele, porque a presença da sua miséria servirá para nos tornarmos melhores.
A filantropia é uma mulher vaidosa que considera as boas ações como uma espécie de adorno e que gosta de rever-se ao espelho.
A caridade é uma mãe carinhosa que tem os olhos cravados no filho que leva ao seio, que não pensa em si e esquece a sua beleza pelo seu amor.
Não é uma frágil o que necessitamos para nos servir de apoio na nossa jornada terrena. Serão antes duas asas, dessas que os anjos têm: A Fé e a Caridade.
Não vejamos nos nossos triunfos um fim, aceitemo-los apenas como um motivo de estímulo.


SÃO VICENTE DE PAULO – PATRONO

A 24 de abril de 1581, em Pony, (hoje Saint-Vicent-de-Paul) na França, nascia Vicente de Paulo, filho de modestos lavradores;
Estudou Teologia em Toulouse e foi ordenado padre em 1600 a 23 Setembro com 19 anos, obtendo diploma a Outubro 1604;
Viveu em Paris, foi preso e levado por piratas para África, onde foi vendido como escravo, acabando o seu cativeiro com a conversão do seu senhor, calvinista convertido;
Em 1612 é nomeado pároco de Clichy em París. Foi Capelão da Corte, assistindo a Luís XIII no seu leito de morte, tendo sido preceptor da família dos Gondi;
Em 1643, fez parte do Conselho de Consciências;

Fundou em:

1617 a 25 Janeiro as Congregação da Missão ou "Lazaristas";
1617 a 23 Agosto as Confrarias da Caridade, cujo as associadas tomaram nome de "Servas dos Pobres" de certa modo gérmen das conferências Vicentinas e reconhecidas em novembro pelo bispo de Lião.
As Senhoras da Caridade hoje conhecidas como AIC .Associação Internacional da Caridade;
1625 a 17 Abril tem aprovação oficial a Congregação da Missão;
1633 23 Agosto a Congregação das "Filhas da Caridade", cujas raparigas recebem formação de Santa Luisa de Marillac (1591-1660);
1638 a Obra das crianças abandonadas (por isso o representam com uma criança);
1646 a Congregação "Filhas da Caridade", torna-se oficial pelo arcebispo de Paris;
1654 o Hospital do Santo Nome de Jesus em Paris;
1660 morre no dia 27 de Setembro;
1737 em Roma é reconhecida a sua Santidade;
1855 o Papa Leão XIII declara São Vicente de Paulo Patrono de todas as Obras de Caridade.


PENSAMENTOS DE SÃO VICENTE DE PAULO

Vendo um dia a qualidade de víveres levados a uma família necessitada, São Vicente de Paulo disse: eis uma grande caridade, porém mal regrada. Estes pobres doentes, tendo tantas provisões ao mesmo tempo, deixarão muita coisa perde-se e depois disto cairão na mesma necessidade.
A caridade não pode ficar ociosa, impele-nos a procurar a salvação e o bem-estar dos outros.
Vou tratar destes pobres, para honrar neles a sabedoria incriada de um Deus que quis passar por um louco.
Será permitido deixar de fome um pobre homem porque é de outra religião? Sará precioso abjurar (renunciar uma religião), para comer.
O cristianismo não consiste em palavras e em exterioridades, mas nos factos e nos corações.

A simplicidade não nos obriga a descobrir todos os nossos pensamentos; porque esta virtude nunca foi contrária à prudência. Nunca se devem dizer aos coisas que se sabem, quando são contra Deus ou contra o próximo.


SOCIEDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO 
- NO MUNDO -