"Eu gostaria de abraçar o mundo inteiro em uma rede de caridade"
António Frederico Ozanam

domingo, 24 de julho de 2016

Fundadores



Santa Luisa de Marillac 

Fundadora, com São Vicente de Paulo, da Companhia das Filhas da Caridade. Nasceu em agosto de 1591. A Sua festa celebra-se a 15 de março de 1660, dia da sua Morte. Foi canonizada a 11 de março de 1934.
Sua Santidade o Papa João XXIII proclamou-a Patrona das Obras de Justiça Social a 15 de Março de 1960.

Jovem de fé e de grandes aspirações:

Luísa foi uma jovem de grande sensibilidade, marcada por experiências profundas, e dolorosas, desde o seu nascimento.
Foi educada como pensionista, primeiro num sumptuoso convento e depois numa modesta pensão de bairro. Não conheceu a mãe.
Durante os seus anos de formação aproveitou ao máximo para cultivar os seus talentos artísticos e suas qualidades de uma sensível feminilidade: pintura, composição, lavores, trabalhos domésticos...
Foi uma jovem que se sentiu fortemente atraída para Deus. A sua família, de nobre linhagem, é também gente de fé e caridade.
Inclinada à entrega total na vida religiosa, não pode realizar as suas aspirações por causa de sua débil saúde, mas sabe descobrir através da oração e da consulta com o seu Confessor, que Deus tem outros desígnios sobre Ela.


Esposa e mães exemplar: 

Luísa chegou ao matrimónio convencida de que esse era o caminho que Deus queria para ela. Depois de um ano de casada experimenta a alegria de ter um filho, o pequeno Miguel António, que enche de alegria o lar.
Aqui no seu lar, Luísa dá largas às suas qualidades femininas:
 - Ternura e capacidade de sacrifício. Ama ternamente o seu filho, e cuida com grande delicadeza a seu marido, que não tem muita saúde.
- Paciência e bondade. Sabe descobrir o lado bom das saídas de carácter do seu marido, e manter a calma ante o seu filho inquieto por temperamento.
 - Responsabilidade e procura. Preocupa - se com a boa educação do seu filho: consulta, busca, luta.
 - Caridade. Dedica tempo para visitar e a atender os Pobres, socorrendo-os nas suas próprias casas quando o trabalho doméstico do seu lar o permite.
Mulher de fé, mulher de procura, soube novamente encontrar na oração encontrar na oração em direção do seu confessor, a interpretação correta dos sofrimentos que a afligiam.


Alma provada pela dor e iluminada pela luz do alto

No meio dos seus compromissos no lar, no âmbito social e com os Pobres, Luísa não esquece aquela forte aspiração que teve na sua juventude de se entregar totalmente a Deus.

Isto lhe trouxe no decorrer do tempo, uma época de crise espiritual e de temores. Esta crise se despoletou por ocasião de uma grave enfermidade de seu esposo, e por conflitos na vida de seu filho... Acreditava que tudo isto lhe sucedia como um castigo de Deus por não ter sido religiosa. Foi uma época difícil para Luísa, uma tremenda noite escura.

O mesmo Espírito Santo atuou sobre ela de maneira especial, como o fez um dia sobre os apóstolos enchendo-os da sua luz e da sua fortaleza. Foi para ela uma experiência de total libertação que a levou a assumir com coragem renovada as realidades do seu quotidiano no lar e na assistência aos pobres.

Mulher cheia de dinamismo e criatividade

Sem descuidar a atenção devida ao seu filho, procura entregar-se com uma maior doação às necessidades dos pobres.
1.      O contacto com S. Vicente de Paulo, o padre dos pobres, leva-a a descobrir novos horizontes de caridade e de serviço
A sua vida abre-se de todo à ação caritativa e social atuando como:
1.      Incansável serva dos pobres
2.      Visitadora experimentada das confrarias da caridade
3.      Fundadora com S. Vicente, da Companhia das Filhas da Caridade
4.      Formadora de catequistas
5.      Mãe de crianças abandonadas
Os Homens santos não morrem, 
permanecem vivos nas suas obras e naqueles que seguem o seu espírito.



Assim sucede com Luísa de Marillac.
O seu nome e a sua inspiração estão presentes em cada uma das ações que se realizam através da Companhia das Filhas da Caridade.


S. Vicente de Paulo


Vicente de Paulo nasceu numa família de camponeses a 24 de Abril de 1581, na aldeia de Pouy no sudoeste de França.
Estudou teologia na Universidade de Tolosa, e foi ordenado sacerdote aos 19 anos. Completou os seus estudos teológicos quatro anos mais tarde.


Aproveitou o seu estatuto de sacerdote, para escapar a vida monótona da sua aldeia e partiu para Paris.

Aí, Vicente encontrou um guia espiritual de grande sabedoria, Pedro de Bérule, que pouco a pouco o ajudou a compreender que ajudar os outros era muito mais importante que seguir as suas ambições pessoais. Durante alguns anos, Vicente esteve como pároco na Paróquia de Clichi, perto de Paris.

Em 1613 foi nomeado preceptor dos filhos do General das Galés em França

Em 1617 tornou-se o capelão dosgalerianos. Ele tinha a seu cargo, o cuidado espiritual dos camponeses que viviam nas terras pertencentes aos Senhores de Gondi.
Aos poucos, Vicente começa a descobrir o caminho dos pobres. Inicia o caminho da conversão.

Para responder às necessidades dos pobres do seu tempo, Vicente empreende várias Fundações: 
As Confrarias das Damas da Caridade – 08 de Dezembro de 1617, primeiro em Paris, depois em toda a França.
Vicente convenceu-as a consagrar uma parte do seu tempo e do seu dinheiro a ajudar os pobres.

Criou vários hospitais, dos quais, um em Marselha para cuidar os condenados às Galeras.


Muitas vezes foi solicitado a agir como mediador nas guerras de religião que dilaceravam a França.

Congregação da Missão em 25 de Janeiro de 1625. 

Vendo a pobreza espiritual dos camponeses, lentamente influenciou alguns sacerdotes jovens com os quais decidiu fundar a Congregação da Missão, cujos sacerdotes são muitas vezes conhecidos pelo nome de “Lazaristas”. Dedicaram-se então a trabalhar com os camponeses que viviam nas proximidades de Paris, anunciando-lhes a Boa nova do Evangelho e ajudando-os também nas suas carências espirituais distribuindo-lhes roupa e alimentos.


As Filhas da Caridade a 29 de Novembro de 1633. 

Com Luísa de Marillac, uma mulher dotada de grandes talentos espirituais e de grande sensibilidade, fundou a primeira congregação, cujos membros se consagraram inteiramente ao serviço dos Pobres, fora do Claustro: a Companhia das Filhas da Caridade.
Dedicou-se também à Formação do clero, nos Seminários...


Vicente era um homem de acção mais que um teórico. A Sua força interior era comunicativa. O Seu espírito era simples, prático e directo. Olhava Cristo como seu Mestre e procurava traduzir a mensagem do Evangelho em realizações concretas.

Organizador nato, Vicente era também um homem de uma fé profunda, um homem de oração. Um místico. A imensa gama de serviços que ele criou para os pobres não somente o fruto de uma simples filantropia. Enraíza-se no Evangelho na perspectiva de Mateus 25, onde Jesus nos Diz:

“O que fizerdes aos meus irmãos mais pequeninos é mim que o fazeis”


São Vicente de Paulo faleceu em 27 de Setembro de 1660 com fama de santidade.

A sua canonização ocorreu em 16 de Junho de 1737, pelo Papa Clemente XII. Em 12 de Maio de 1885 foi declarado, pelo Papa Leão XIII, patrono de todas as Obras de Caridade da Igreja Católica.


Frases de S. Vicente de Paulo 

"Amemos a Deus, meus irmãos, amemos a Deus, mas que isto seja à custa dos nossos braços, e com o suor dos nossos rostos".

"Se dez vezes ao dia visitardes os pobres, dez vezes ao dia encontrareis Jesus Cristo".


"É preciso que vós e eu tomemos a resolução de jamais faltar à oração diária. Digo: diária, minhas Filhas, mas se pudesse, diria: não a deixemos nunca".

"Depois do soberano amor de Deus, a segunda coisa que Deus vos pede é que vos estimeis mutuamente, como irmãs que Ele uniu com laços de seu amor".


sexta-feira, 22 de julho de 2016

"O Tempo Não Pára" nas férias

As Férias, que todos aproveitam nesta época de verão são benéficas à saúde, ao descanso, ao retempero de forças físicas e mentais, em suma, necessárias. Sim, férias que eu aproveito deste lugar desejar a todos.
Abaixo vos dou musica cantada pela Marisa. " O Tempo não Pára "...
Vicentinos, não deixes parar o "TEU Tempo". Um confrade, vicentino como se queira seja tratado e que se diz da sociedade vicentina não pode parar. Aproveite o tempo para ler, meditar, reflectir, temperar as vontades para que depois no retomar da tua missão na caridade faças o que tem que ser feito e sem rodeios, sem medos de seres criticados, censurado por um "porventura censura empacotada" de pessoas que não gosta de ser criticada, que tem medos que o seu lugar esteja em causa aqui na terra como no céu.... Servir, é estar à disposição de ser um Cristão ou não, com alegria, bondoso mas correto, sóbrio nas escolhas mas sem rancor e humilde sem se deixar humilhar. 

Humildade como deferiu S.Vicente Paulo é; a virtude que dá a característica essencial à missão; ajuda-nos a livrarmos da nossa auto-suficiência, a reconhecer a nossa dependência do amor de Cristo.
Se ajudares um Pobre a libertar-se da sua dependência estas a contribuir para a sua auto-suficiência dos saberes da vida que Deus quer em cada um.      
Se tiveres dons de virtude está a cumprir a tua missão. Antes de agires, retempera o teu espírito e pede a Deus a força suficiente de poderes dizer sempre, SIM, ao compromisso anteriormente assumido.  Um Vicentino é ou não é! O vicentino é activo e efectivo, está lá, sempre.(svp).
Não recuses a coloca-se entre os dois senhores a combater as dificuldades. (f.o.) 



DEIXE O SEU COMENTÁRIO, SE ENTENDER PARTICIPAR. OBRIGADO.
O vosso Presidente.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Adão & Eva até aos 49 anos 1 jubileu.

Adão & Eva
Aos longos destes anos a minha mente anda como um ponteiro de relógio, para lado para outro, sempre com duvidas como teria começado a nossa existência até aos dias hoje. Então resolvi fazer uma pequena pesquisa e acabei por descobrir, penso eu. Adão e Eva cometeram incesto? Para mim entendia que sim, não tinha muitas duvidas e ainda não tenho pois nos princípios dos princípios era uma pratica haver casamentos entre familiares de mesmo sangue, teremos que recuar ao inicio do 1 Jubileu, que foi a partir 50 Ano existência dos primeiros habitantes da terra.

Passarei a divulgar de uma forma rápida como Adão e Eva que a partir do ano 49 de existência tiveram 3 filhos; Caim, Abel e uma rapariga com o nome de Avan e não dois. Foi assim:   

Segundo consta na História de Adão e Eva no Livro em Jubileus 3:15, 3:17 diz; que Adão e Eva estiveram durante sete anos no paraíso: e diz que aos sete anos, dois meses e dez dias, a serpente veio e tentou a mulher. Então o casal Adão e Eva foram expulsos do paraíso. Segundo diz o Livro dos Jubileus, quando Deus expulsou do paraíso, fechou a boca dos animais e até os animais foram espulsos do paraíso. O livro diz também que Adão e Eva "não tiveram filhos antes do primeiro jubileu, ou seja, não tiveram filhos antes de seus primeiros cinquenta anos. De acordo com o 4.9, os filhos de Adão, casou-se com sua Irmã AVAN e em 4.31, há o relato que Caim morreu quando a sua casa desabou sobre ele, no final do mesmo jubileu que Adão morreu. (fim de citação)

Aqui vem a resposta que é lida do Livro dos Jubileus: De acordo com 4.9 Caím, filho de Adão, casou-se com sua irmâ Avan. Então pode-se chegar a este raciocínio, Adão e Eva tiveram tres filhos.
Eu pensava para comigo, que teria que ter havido incesto entre os filhos e Eva, para dar continuidade aos dias de hoje. Portanto está desfeita a dúvida, Caim casou com sua irmã Avan. daí o mundo evoluiu até chegarmos aos dias de hoje.
Nota. Podem ainda recolher mais informação, aqui neste link ;História de Adão & Eva